sábado, 27 de setembro de 2014






Hedy Lamarr nasceu em 1914 em  Viena, Austria. Atriz de cinema e inventora austríaca.

Filha de um banqueiro e de uma pianista nasceu com o nome de Hedwig Eva Maria Kiesler. Recebeu uma sólida formação e desde criança se destacou por sua beleza e inteligência brilhante; Aos 16 anos iniciou seus estudos em engenharia, porém poucos anos depois os abandonou para ingressar a Escola de Arte dramática de Berlim. Estreou no teatro e logo se dedicou ao cinema. Trabalhou como atriz na Europa, até que fez o filme Ecstasy, em 1933, no qual apareceu nua em um lago, e depois do escândalo para época, se viu forçada a deixar de filmar.

Ela se casou aso 19 anos, por vontade de seus pais, com o fabricante de armas austríaco Friedrich Mandl (1900-1977), quem comprou todas as copias da película Ecstasy para destruir. Marido dominante e membro do partido nazista, a deixava trancada em sua casa e só saia junto com ele para assistir a reuniões sociais, com homens de Hitler e Mussolini. Nessas reuniões se falava em detalhes sobre a guerra, sobre tudo das armas, o que Hedy Lamarr aproveitou para copiar toda a informação; Enquanto isso, na solidão da sua casa, seguiu seus estudos em engenharia.

Depois de 4 anos de casamento, valente e decidida, escapou de seu marido, indo a Paris, Londres e finalmente a Hollywood, Estados Unidos; Sob a proteção de Louis Mayer dos estúdios MGM, recomeçou sua carreira de atriz de cinema, com um novo nome: Hedy Lamarr. Esteve debaixo das ordens dos diretores mais renomados da época e compartilhou elencos com os principais atores de Hollywood.

Em 1940 ela conheceu o músico e compositor George Antheil (1900-1959) em uma festa de Hollywood em 1940. George Antheil era compositor e escrevia na Esquire artigos sobre endocrinologia aplicada a sedução. Eles se encontram em um jantar. Hedy pergunta se poderia fazer algo para aumentar o tamanho de seus seios. Anedotas a parte, o encontro foi magnético.

Antheil era um musico que experimentava o controle autômato dos instrumentos musicais, como pode ser observado em Ballet Mécanique, uma mistura sonora de pianos, martelos e hélices de avião que provocaram um escândalo. Ele, através de um sistema de rádio controle foi capaz de fazer funcionar 8 pianos de vez.

Entre as festas para captar fundos para guerra e os filmes, Hedy e George idealizaram um sistema no qual os torpedos acionados igualmente por rádio controle, não dependiam de uma única frequência, mas sim saltavam continuamente entre 88 frequências, as quais faziam praticamente impossíveis de serem interceptadas pelos alemães. O invento foi patenteado por ambos em 1942. Contudo a Armada considerava excessivamente complicado de implementar e, as vezes o denegria dizendo que não passava de um mecanismo de piano. O invento, ficou na gaveta de patentes, esquecido.

Fragmento da patente de Hedy e George
Quinze anos depois, a eletrônica havia sofrido um grande avanço tecnológico graças ao desenvolvimento dos transistores, o que permitiu que a armada americana se interessasse pelo invento de Lamarr e Antheil, já que facilitava enormemente o seu funcionamento. Em 1957 foi utilizado em uma bóia radio controlada e em 1962 foi utilizada na crise dos misseis de Cuba, mas para fornecer informações de forma segura ter as embarcações que participavam do bloqueio naval. A partir dali, este sistema foi utilizado amplamente na guia de misseis, no desenvolvimento da tecnologia GPS e inclusive no funcionamento dos celulares, aparelhos wifi e bluethooth. Ambos não receberam nenhum dinheiro pela invenção a patente havia expirado.

Hedy Lamarr, paralelamente a tudo isto, se converteu em uma pessoa taciturna, que acabou abandonando sua carreira em 1958, depois de uma série de fracassos pessoais e profissionais. Obcecada com a beleza que estava indo embora, submeteu-se a cirurgias plásticas e terminou como uma caricatura do havia chegado a ser. Apesar disso, ela continuou inventando, como um comprimido que dissolvido em água proporcionava um refrigerante de cola e uma coleira de cachorro com propriedades fluorescentes.

A Eletronic Frontier Foundation deu um prêmio de pioneiro para Lamarr e, a titulo póstumo, George Antheil em uma cerimônia realizada em San Francisco em 1997. Mas ela não foi receber o prêmio devido a aparência, por isso o filho foi representa-la. Nesse mesmo ano, Lamarr e Antheil receberam o Bulbie Gnass Spirit of Achievement Award, assim como una distinção honorária concedida pelo projeto Milstar.

Um ano mais tarde, Hedy recebeu em Viena a medalha Viktor Kaplan, outorgada pela Associação Austríaca de Inventores e Titulares de Patentes.

Ela morreu na Flórida, nos EUA, em 2000. Suas cinzas foram espalhadas nos bosques de Viena, lugar onde nasceu.



Traduzido do Mujeres que Hacen la História e do El País Archivo




20:39 Mulheres na ciência





Hedy Lamarr nasceu em 1914 em  Viena, Austria. Atriz de cinema e inventora austríaca.

Filha de um banqueiro e de uma pianista nasceu com o nome de Hedwig Eva Maria Kiesler. Recebeu uma sólida formação e desde criança se destacou por sua beleza e inteligência brilhante; Aos 16 anos iniciou seus estudos em engenharia, porém poucos anos depois os abandonou para ingressar a Escola de Arte dramática de Berlim. Estreou no teatro e logo se dedicou ao cinema. Trabalhou como atriz na Europa, até que fez o filme Ecstasy, em 1933, no qual apareceu nua em um lago, e depois do escândalo para época, se viu forçada a deixar de filmar.

Ela se casou aso 19 anos, por vontade de seus pais, com o fabricante de armas austríaco Friedrich Mandl (1900-1977), quem comprou todas as copias da película Ecstasy para destruir. Marido dominante e membro do partido nazista, a deixava trancada em sua casa e só saia junto com ele para assistir a reuniões sociais, com homens de Hitler e Mussolini. Nessas reuniões se falava em detalhes sobre a guerra, sobre tudo das armas, o que Hedy Lamarr aproveitou para copiar toda a informação; Enquanto isso, na solidão da sua casa, seguiu seus estudos em engenharia.

Depois de 4 anos de casamento, valente e decidida, escapou de seu marido, indo a Paris, Londres e finalmente a Hollywood, Estados Unidos; Sob a proteção de Louis Mayer dos estúdios MGM, recomeçou sua carreira de atriz de cinema, com um novo nome: Hedy Lamarr. Esteve debaixo das ordens dos diretores mais renomados da época e compartilhou elencos com os principais atores de Hollywood.

Em 1940 ela conheceu o músico e compositor George Antheil (1900-1959) em uma festa de Hollywood em 1940. George Antheil era compositor e escrevia na Esquire artigos sobre endocrinologia aplicada a sedução. Eles se encontram em um jantar. Hedy pergunta se poderia fazer algo para aumentar o tamanho de seus seios. Anedotas a parte, o encontro foi magnético.

Antheil era um musico que experimentava o controle autômato dos instrumentos musicais, como pode ser observado em Ballet Mécanique, uma mistura sonora de pianos, martelos e hélices de avião que provocaram um escândalo. Ele, através de um sistema de rádio controle foi capaz de fazer funcionar 8 pianos de vez.

Entre as festas para captar fundos para guerra e os filmes, Hedy e George idealizaram um sistema no qual os torpedos acionados igualmente por rádio controle, não dependiam de uma única frequência, mas sim saltavam continuamente entre 88 frequências, as quais faziam praticamente impossíveis de serem interceptadas pelos alemães. O invento foi patenteado por ambos em 1942. Contudo a Armada considerava excessivamente complicado de implementar e, as vezes o denegria dizendo que não passava de um mecanismo de piano. O invento, ficou na gaveta de patentes, esquecido.

Fragmento da patente de Hedy e George
Quinze anos depois, a eletrônica havia sofrido um grande avanço tecnológico graças ao desenvolvimento dos transistores, o que permitiu que a armada americana se interessasse pelo invento de Lamarr e Antheil, já que facilitava enormemente o seu funcionamento. Em 1957 foi utilizado em uma bóia radio controlada e em 1962 foi utilizada na crise dos misseis de Cuba, mas para fornecer informações de forma segura ter as embarcações que participavam do bloqueio naval. A partir dali, este sistema foi utilizado amplamente na guia de misseis, no desenvolvimento da tecnologia GPS e inclusive no funcionamento dos celulares, aparelhos wifi e bluethooth. Ambos não receberam nenhum dinheiro pela invenção a patente havia expirado.

Hedy Lamarr, paralelamente a tudo isto, se converteu em uma pessoa taciturna, que acabou abandonando sua carreira em 1958, depois de uma série de fracassos pessoais e profissionais. Obcecada com a beleza que estava indo embora, submeteu-se a cirurgias plásticas e terminou como uma caricatura do havia chegado a ser. Apesar disso, ela continuou inventando, como um comprimido que dissolvido em água proporcionava um refrigerante de cola e uma coleira de cachorro com propriedades fluorescentes.

A Eletronic Frontier Foundation deu um prêmio de pioneiro para Lamarr e, a titulo póstumo, George Antheil em uma cerimônia realizada em San Francisco em 1997. Mas ela não foi receber o prêmio devido a aparência, por isso o filho foi representa-la. Nesse mesmo ano, Lamarr e Antheil receberam o Bulbie Gnass Spirit of Achievement Award, assim como una distinção honorária concedida pelo projeto Milstar.

Um ano mais tarde, Hedy recebeu em Viena a medalha Viktor Kaplan, outorgada pela Associação Austríaca de Inventores e Titulares de Patentes.

Ela morreu na Flórida, nos EUA, em 2000. Suas cinzas foram espalhadas nos bosques de Viena, lugar onde nasceu.



Traduzido do Mujeres que Hacen la História e do El País Archivo




domingo, 21 de setembro de 2014

                                                          
Graça Murray Hopper nasceu em Nova York em 09 de dezembro de 1906. Na sua família os estudos eram considerados como fundamentais para o desenvolvimento do pessoal, que acreditava-se que homens e mulheres devem ter as mesmas oportunidades. Os seus pais a incentivavam a não seguir os modelos da sociedade da época. Isso, unido com as qualidades para a ciência em geral, e as matemáticas em particular, que Grace mostrou desde a infância, fizeram com que estudasse até a universidade.

Durante o secundário estudou no Vassar College , onde se graduou em matemática e física, e mais tarde recebeu seu doutorado em matemática na Universidade de Yale (primeira mulher consegui-lo), sob a supervisão do matemático norueguês Øystein Ore .

Apesar de tudo isso, e de que estava trabalhando como professora, a vida de Grace Hopper seguiria um caminho em principio muito diferente do que marcava seus estudos. Talvez inspirada por seu bisavô, que era militar (Alexander Russell , o almirante da Marinha dos Estados Unidos), Grace entrou na Marinha dos Estados Unidos (não sem dificuldades, pois na primeira tentativa tinha o peso abaixo do mínimo), tornando-se a número um em sua classe e deixando-a com a patente de tenente júnior.

Como não poderia ser de outra forma, Hopper passou a ter uma ocupação de acordo com a sua formação. Especificamente, ele ficou sob o comando do matemático Howard Aiken , principal desenvolvedor do computador Mark I. A relação de trabalho entre Aiken e Hopper foi muito bem sucedida, atingindo escrita colaborativa vários artigos sobre Mark I e seus sucessores, o Mark II e Mark III.
Relatório escrito por Hopper com o primeiro bug
(uma mariposa) encontrado

Neste contexto, Hopper está relacionada a um dos momentos mais curiosos da história da computação, já qui foi encontrado no Mark II o primeiro bug real. A história é mais ou menos a seguinte: erros foram detectados no Mark II e, após a verificação, foi encontrado um pequeno inseto (bug em inglês) entre as conexões. O caso foi um problema e partiu daí o nome para os erros de software. Hopper que difundiu esta designação para erros de computador.

Em meados da década de 50 do século XX, Hopper foi contratada em empresa privada como matemática sênior. Esta empresa foi chamada na época de Eckert-Maunchly Corporação e lá estavam John Presper Eckert e John Mauchly William, pais do famoso ENIAC. Hopper foi para contribuir com desenvolvimento da ciência da computação para além dos seus usos predominantemente militares, e ela fez. Grace desenvolveu o primeiro compilador da história e o primeiro compilador para processamento de dados que usava comandos em Inglês: o FLOW-MATIC.

Mas as coisas não pararam por aí. Hopper queria ir um pouco mais longe para tentar criar uma linguagem de programação em que o computador entende Inglês, a língua dos negócios, e que poderia ser usada em qualquer computador. Essas ideias formaram a base do Common Business- Oriented Language (COBOL), e um par de anos depois foi criada uma comissão para projetar a língua.  Grace é conhecida como "vovó COBOL".

Alguns anos mais tarde, em 1966, Hopper teve de se aposentar da Marinha, devido à idade, mas logo depois foi chamada de volta para ajudar com o pagamento eletrônico da folha de pagamento por um curto tempo. Mas o que a princípio seriam de 6 meses, foram convertidos em vários anos. Em 1973, Grace Hopper foi retirada da reserva e nomeada capitã. Aposentou-se da marinha em 1986, já como contra-almirante.

Entre os muitos prêmios que Grace Hopper recebeu, encontram-se mais de 40 doutorados honoris causa, a medalha de Serviço Distinto da Defesa a Medalha Nacional de Tecnologia, e um destróier da Marinha americana leva seu nome: USS Hopper (DDG -70) .

Desde 1971 é entregado o Prêmio Grace Murray Hopper pela ACM (Association for Computer Machinery). Entre os vencedores incluem nomes famosos do computador moderno como Donald Knuth (primeiro prémio, 1971), Stephen Wozniak (1979) e o Richard Stallman (1990).

E desde 1994 (e, anualmente, desde 2006) é realizada em sua honra o Congresso Grace Hopper Celebration of Women in Computing .

Ela faleceu em 1 de janeiro de 1992, aos 85 anos de idade. Definitivamente uma mulher extremamente interessante, uma pessoa à frente de seu tempo e um cientista determinada que a informática deve muito do que é hoje.


Traduzido do Gaussianos

14:54 Mulheres na ciência
                                                          
Graça Murray Hopper nasceu em Nova York em 09 de dezembro de 1906. Na sua família os estudos eram considerados como fundamentais para o desenvolvimento do pessoal, que acreditava-se que homens e mulheres devem ter as mesmas oportunidades. Os seus pais a incentivavam a não seguir os modelos da sociedade da época. Isso, unido com as qualidades para a ciência em geral, e as matemáticas em particular, que Grace mostrou desde a infância, fizeram com que estudasse até a universidade.

Durante o secundário estudou no Vassar College , onde se graduou em matemática e física, e mais tarde recebeu seu doutorado em matemática na Universidade de Yale (primeira mulher consegui-lo), sob a supervisão do matemático norueguês Øystein Ore .

Apesar de tudo isso, e de que estava trabalhando como professora, a vida de Grace Hopper seguiria um caminho em principio muito diferente do que marcava seus estudos. Talvez inspirada por seu bisavô, que era militar (Alexander Russell , o almirante da Marinha dos Estados Unidos), Grace entrou na Marinha dos Estados Unidos (não sem dificuldades, pois na primeira tentativa tinha o peso abaixo do mínimo), tornando-se a número um em sua classe e deixando-a com a patente de tenente júnior.

Como não poderia ser de outra forma, Hopper passou a ter uma ocupação de acordo com a sua formação. Especificamente, ele ficou sob o comando do matemático Howard Aiken , principal desenvolvedor do computador Mark I. A relação de trabalho entre Aiken e Hopper foi muito bem sucedida, atingindo escrita colaborativa vários artigos sobre Mark I e seus sucessores, o Mark II e Mark III.
Relatório escrito por Hopper com o primeiro bug
(uma mariposa) encontrado

Neste contexto, Hopper está relacionada a um dos momentos mais curiosos da história da computação, já qui foi encontrado no Mark II o primeiro bug real. A história é mais ou menos a seguinte: erros foram detectados no Mark II e, após a verificação, foi encontrado um pequeno inseto (bug em inglês) entre as conexões. O caso foi um problema e partiu daí o nome para os erros de software. Hopper que difundiu esta designação para erros de computador.

Em meados da década de 50 do século XX, Hopper foi contratada em empresa privada como matemática sênior. Esta empresa foi chamada na época de Eckert-Maunchly Corporação e lá estavam John Presper Eckert e John Mauchly William, pais do famoso ENIAC. Hopper foi para contribuir com desenvolvimento da ciência da computação para além dos seus usos predominantemente militares, e ela fez. Grace desenvolveu o primeiro compilador da história e o primeiro compilador para processamento de dados que usava comandos em Inglês: o FLOW-MATIC.

Mas as coisas não pararam por aí. Hopper queria ir um pouco mais longe para tentar criar uma linguagem de programação em que o computador entende Inglês, a língua dos negócios, e que poderia ser usada em qualquer computador. Essas ideias formaram a base do Common Business- Oriented Language (COBOL), e um par de anos depois foi criada uma comissão para projetar a língua.  Grace é conhecida como "vovó COBOL".

Alguns anos mais tarde, em 1966, Hopper teve de se aposentar da Marinha, devido à idade, mas logo depois foi chamada de volta para ajudar com o pagamento eletrônico da folha de pagamento por um curto tempo. Mas o que a princípio seriam de 6 meses, foram convertidos em vários anos. Em 1973, Grace Hopper foi retirada da reserva e nomeada capitã. Aposentou-se da marinha em 1986, já como contra-almirante.

Entre os muitos prêmios que Grace Hopper recebeu, encontram-se mais de 40 doutorados honoris causa, a medalha de Serviço Distinto da Defesa a Medalha Nacional de Tecnologia, e um destróier da Marinha americana leva seu nome: USS Hopper (DDG -70) .

Desde 1971 é entregado o Prêmio Grace Murray Hopper pela ACM (Association for Computer Machinery). Entre os vencedores incluem nomes famosos do computador moderno como Donald Knuth (primeiro prémio, 1971), Stephen Wozniak (1979) e o Richard Stallman (1990).

E desde 1994 (e, anualmente, desde 2006) é realizada em sua honra o Congresso Grace Hopper Celebration of Women in Computing .

Ela faleceu em 1 de janeiro de 1992, aos 85 anos de idade. Definitivamente uma mulher extremamente interessante, uma pessoa à frente de seu tempo e um cientista determinada que a informática deve muito do que é hoje.


Traduzido do Gaussianos

terça-feira, 9 de setembro de 2014


Quando Patricia Bath nasceu, em 04 de novembro de 1942, ela poderia ter sucumbido às pressões e tensões associadas a crescer em Harlem, Nova York. Com a incerteza presente por causa da Segunda Guerra Mundial e os desafios para os membros das comunidades negras na década de 1940, pode-se pouco esperar que uma cientista emergiria de seu meio. Patricia Bath, no entanto, viu apenas emoção e oportunidades em seu futuro, sentimentos incutidos por seus pais. Seu pai, Rupert, foi o primeiro maquinista negro do sistema de metrô de Nova York, serviu como um marinheiro mercante, viajou para o exterior e escreveu uma coluna de jornal. Sua mãe, Gladys, era descendente de escravos africanos e nativos americanos Cherokee. Ela trabalhou como empregada doméstica para poupar dinheiro para a educação de seus filhos. Rupert foi capaz de contar suas histórias filha sobre suas viagens ao redor do mundo, aprofundando a sua curiosidade sobre as pessoas em outros países e suas lutas. Sua mãe a incentivou a ler constantemente e ampliou o interesse de Patricia na ciência, comprando-lhe um conjunto de química. 

 Bath foi inscrita no Charles Evans Hughes High School, em Nova York, onde ela atuou como editora de um trabalho de ciências da escola. Em 1959, ela foi selecionada a partir de um grande número de estudantes de todo o país para um programa de verão na Universidade Yeshiva (Nova York), patrocinado pela National Science Foundation. Com apenas 16 anos ela trabalhou no campo da pesquisa do câncer sob a tutela do Dr. Robert Bernard e do rabino Moses D. Tendler. Durante o programa ela desenvolveu um número de teorias sobre o crescimento do cancro e no fim do Verão ofereceu uma equação matemática que poderia ser utilizada para prever a taxa de crescimento de um cancro. O Dr Bernad ficou tão impressionado com ela que incorporou partes de sua pesquisa em um artigo científico conjunto, o qual ele apresentou em uma conferência em Washington, DC. Devido à publicidade resultante de seu trabalho, a revista Mademoiselle apresentado Patricia com o Prêmio Mérito 1960. 

Patricia Bathin formou-se com um diploma de Bacharel em Artes pelo Hunter College, em Nova York. Logo depois, ela se matriculou na faculdade de medicina na Universidade Howard, em Washington, DC. Na escola de medicina, ela participou de um programa de verão na Iugoslávia, com foco em pediatria pesquisa. O programa, patrocinado por uma bolsa do governo, permitiu-lhe viajar para o exterior pela primeira vez e para ganhar experiência internacional. Ela se formou com honras de Howard em 1968.

Patricia voltou para Nova York, no outono de 1968 para trabalhar como estagiária no Harlem Hospital e aceitou uma bolsa de estudos em oftalmologia na Universidade de Columbia, um ano depois. Ao trabalhar nos dois ambientes distintos, ela foi capaz de fazer uma observação clara e alarmante. Na Clínica de Olhos em Harlem, notou que muitos dos pacientes sofreram cegueira enquanto poucos no Columbia Eye Clinic sofriam. Depois de mais investigações ela concluiu em um relatório, bem recebido, que os negros eram duas vezes mais propensos a sofrer de cegueira do que a população em geral. Outras pesquisas revelaram que os negros eram oito vezes mais propensos a sofrer de cegueira como resultado de glaucoma do que os brancos. Bath acredita que a principal explicação para esta disparidade foi a falta de acesso a atendimento oftalmológico para os negros e outras pessoas pobres. Este acabaria por levar à sua promoção do conceito de Oftalmologia Comunitária, que funcionaria como um programa de extensão, com o envio de voluntários para a comunidade, assim eles poderiam salvar a visão dos idosos e fornecer óculos que ajudavam as crianças na escola, evitando problemas de visão no futuro. 

Patricia mudou-se para a Universidade de Nova York em 1970 (até 1973), onde ela se tornou a primeira pessoa negra a completar uma residência em oftalmologia. Em 1974, Bath mudou para a Califórnia e se tornou um membro do corpo docente da UCLA e do Charles R. de Drew University. Ao longo dos próximos nove anos, ela iria servir em várias capacidades, e em 1983, co-fundou e presidiu o Programa de Formação de Oftalmologia de Residência para Drew / UCLA.  Em 1976, ela co-fundou o Instituto Americano para a Prevenção da Cegueira, baseado no princípio de que "a visão é um direito humano básico."


Depois de viajar ao redor do mundo oferecendo seus serviços e trazer a consciência para problemas de visão, Bath se acomodou em sua pesquisa na UCLA. Ela ponderou os problemas associados ao tratamento das doenças catarata nos Estados Unidos. A catarata é caracterizada por uma nebulosidade que ocorre no interior da lente do olho, causando visão turva e frequentemente a cegueira. O tratamento padrão é usar métodos cirúrgicos tradicionais para remover o cristalino danificado. Bath concebeu uma abordagem mais segura, mais rápida e precisa da cirurgia catarata.

Em 1981, ela começou a trabalhar em sua mais conhecida invenção, a qual ela chamaria de "Sonda Laserphaco" O dispositivo utiliza um laser, bem como dois tubos, um para irrigação e outro para aspiração (sucção). O laser é usado para fazer uma pequena incisão no olho e a sua energia vaporizava as cataratas dentro de um par de minutos. A lente danificada é lavada com líquidos e, em seguida, é extraída suavemente pelo tubo de sucção. Com os líquidos ainda dentro dos olhos, uma nova lente é facilmente inserida. Além disso, este procedimento pode ser utilizado para a cirurgia de catarata inicial e pode eliminar a maior parte do desconforto esperado, enquanto tem um aumento da exatidão da cirurgia. Ela foi capaz de encontrar a sonda a laser que precisava em Berlim, na Alemanha, e testou com sucesso o dispositivo descrito como um "aparelho para ablação e remover as lentes de catarata". Patricia Bath buscou proteção de patente para o seu dispositivo e recebeu várias de diversos países ao redor do mundo. Ela pretende utilizar os recursos de suas licenças de patentes para beneficiar o AIPB.

Patricia Bath aposentou-se da UCLA em 1993 e continua a defender o cuidado da visão.

12:44 Mulheres na ciência

Quando Patricia Bath nasceu, em 04 de novembro de 1942, ela poderia ter sucumbido às pressões e tensões associadas a crescer em Harlem, Nova York. Com a incerteza presente por causa da Segunda Guerra Mundial e os desafios para os membros das comunidades negras na década de 1940, pode-se pouco esperar que uma cientista emergiria de seu meio. Patricia Bath, no entanto, viu apenas emoção e oportunidades em seu futuro, sentimentos incutidos por seus pais. Seu pai, Rupert, foi o primeiro maquinista negro do sistema de metrô de Nova York, serviu como um marinheiro mercante, viajou para o exterior e escreveu uma coluna de jornal. Sua mãe, Gladys, era descendente de escravos africanos e nativos americanos Cherokee. Ela trabalhou como empregada doméstica para poupar dinheiro para a educação de seus filhos. Rupert foi capaz de contar suas histórias filha sobre suas viagens ao redor do mundo, aprofundando a sua curiosidade sobre as pessoas em outros países e suas lutas. Sua mãe a incentivou a ler constantemente e ampliou o interesse de Patricia na ciência, comprando-lhe um conjunto de química. 

 Bath foi inscrita no Charles Evans Hughes High School, em Nova York, onde ela atuou como editora de um trabalho de ciências da escola. Em 1959, ela foi selecionada a partir de um grande número de estudantes de todo o país para um programa de verão na Universidade Yeshiva (Nova York), patrocinado pela National Science Foundation. Com apenas 16 anos ela trabalhou no campo da pesquisa do câncer sob a tutela do Dr. Robert Bernard e do rabino Moses D. Tendler. Durante o programa ela desenvolveu um número de teorias sobre o crescimento do cancro e no fim do Verão ofereceu uma equação matemática que poderia ser utilizada para prever a taxa de crescimento de um cancro. O Dr Bernad ficou tão impressionado com ela que incorporou partes de sua pesquisa em um artigo científico conjunto, o qual ele apresentou em uma conferência em Washington, DC. Devido à publicidade resultante de seu trabalho, a revista Mademoiselle apresentado Patricia com o Prêmio Mérito 1960. 

Patricia Bathin formou-se com um diploma de Bacharel em Artes pelo Hunter College, em Nova York. Logo depois, ela se matriculou na faculdade de medicina na Universidade Howard, em Washington, DC. Na escola de medicina, ela participou de um programa de verão na Iugoslávia, com foco em pediatria pesquisa. O programa, patrocinado por uma bolsa do governo, permitiu-lhe viajar para o exterior pela primeira vez e para ganhar experiência internacional. Ela se formou com honras de Howard em 1968.

Patricia voltou para Nova York, no outono de 1968 para trabalhar como estagiária no Harlem Hospital e aceitou uma bolsa de estudos em oftalmologia na Universidade de Columbia, um ano depois. Ao trabalhar nos dois ambientes distintos, ela foi capaz de fazer uma observação clara e alarmante. Na Clínica de Olhos em Harlem, notou que muitos dos pacientes sofreram cegueira enquanto poucos no Columbia Eye Clinic sofriam. Depois de mais investigações ela concluiu em um relatório, bem recebido, que os negros eram duas vezes mais propensos a sofrer de cegueira do que a população em geral. Outras pesquisas revelaram que os negros eram oito vezes mais propensos a sofrer de cegueira como resultado de glaucoma do que os brancos. Bath acredita que a principal explicação para esta disparidade foi a falta de acesso a atendimento oftalmológico para os negros e outras pessoas pobres. Este acabaria por levar à sua promoção do conceito de Oftalmologia Comunitária, que funcionaria como um programa de extensão, com o envio de voluntários para a comunidade, assim eles poderiam salvar a visão dos idosos e fornecer óculos que ajudavam as crianças na escola, evitando problemas de visão no futuro. 

Patricia mudou-se para a Universidade de Nova York em 1970 (até 1973), onde ela se tornou a primeira pessoa negra a completar uma residência em oftalmologia. Em 1974, Bath mudou para a Califórnia e se tornou um membro do corpo docente da UCLA e do Charles R. de Drew University. Ao longo dos próximos nove anos, ela iria servir em várias capacidades, e em 1983, co-fundou e presidiu o Programa de Formação de Oftalmologia de Residência para Drew / UCLA.  Em 1976, ela co-fundou o Instituto Americano para a Prevenção da Cegueira, baseado no princípio de que "a visão é um direito humano básico."


Depois de viajar ao redor do mundo oferecendo seus serviços e trazer a consciência para problemas de visão, Bath se acomodou em sua pesquisa na UCLA. Ela ponderou os problemas associados ao tratamento das doenças catarata nos Estados Unidos. A catarata é caracterizada por uma nebulosidade que ocorre no interior da lente do olho, causando visão turva e frequentemente a cegueira. O tratamento padrão é usar métodos cirúrgicos tradicionais para remover o cristalino danificado. Bath concebeu uma abordagem mais segura, mais rápida e precisa da cirurgia catarata.

Em 1981, ela começou a trabalhar em sua mais conhecida invenção, a qual ela chamaria de "Sonda Laserphaco" O dispositivo utiliza um laser, bem como dois tubos, um para irrigação e outro para aspiração (sucção). O laser é usado para fazer uma pequena incisão no olho e a sua energia vaporizava as cataratas dentro de um par de minutos. A lente danificada é lavada com líquidos e, em seguida, é extraída suavemente pelo tubo de sucção. Com os líquidos ainda dentro dos olhos, uma nova lente é facilmente inserida. Além disso, este procedimento pode ser utilizado para a cirurgia de catarata inicial e pode eliminar a maior parte do desconforto esperado, enquanto tem um aumento da exatidão da cirurgia. Ela foi capaz de encontrar a sonda a laser que precisava em Berlim, na Alemanha, e testou com sucesso o dispositivo descrito como um "aparelho para ablação e remover as lentes de catarata". Patricia Bath buscou proteção de patente para o seu dispositivo e recebeu várias de diversos países ao redor do mundo. Ela pretende utilizar os recursos de suas licenças de patentes para beneficiar o AIPB.

Patricia Bath aposentou-se da UCLA em 1993 e continua a defender o cuidado da visão.