quarta-feira, 27 de agosto de 2014



"A diferença entre um cientista e um não cientista é que nós temos uma curiosidade mórbida. A gente não se satisfaz só de olhar e de observar. Você quer saber como é por dentro, como é que funciona, por que é daquele jeito, como é que poderia ser diferente" - Mayana Zatz


Mayana é uma bióloga e importante geneticista. Ela é professora de Genética Humana e Médica do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Ela é diretora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e células-tronco e Instituto  de células-tronco em doenças genéticas. Mayana também participou da elaboração da Lei da Biossegurança, bem como argumentou para que a mesma fosse aprovada em 2005.

Mayana nasceu em Tel Aviv, Israel, em 1947, porém mudou-se com a família para a França durante a infância, e, em 1955, chegou ao Brasil.


Desde a infância interessou-se por Biologia e começou a dirigir preferencialmente sua atenção para este campo ainda no curso primário. Em 1967 teve seu primeiro contato com a Genética Humana, durante um estágio de dois meses, sob a orientação do Dr. Oswaldo Frota-Pessoa. O incentivo que recebeu deste grande Mestre nesta ocasião, que lhe mostrou as perspectivas de pesquisa neste campo, levaram-na a optar por esta especialidade dentro da genética.

Em julho de 1968, ainda como aluna de graduação, iniciou seu trabalho de pesquisas no Laboratório de Genética Humana do Departamento de Biologia do IBUSP, sob a orientação do Dr. Frota-Pessoa. Defendeu seu Mestrado, em 1970, em distrofias musculares progressivas.

Na fase de doutoramento, (defendido em 1974) ampliou este projeto, abrangendo estudos de ligação do gene da distrofia com outros marcadores do cromossomo X.

De 1975 a 1977 realizou seu pós-doutoramento na Universidade da Califórnia (UCLA), em genética de doenças neuromusculares, sob a orientação do Dr. Michael M. Kaback e Dr. David Campion, de quem recebeu grande incentivo para continuar esta linha de pesquisas.

De volta ao Brasil, em fins de 1977, implantou aqui as novas técnicas aprendidas nos Estados Unidos, montou um laboratório de pesquisas em miopatias hereditárias, e começou a orientar alunos de Mestrado e Doutorado.


Em 1981, fundou a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISTROFIA MUSCULAR ou ABDIM, com a finalidade de lutar para melhorar a qualidade de vida dos pacientes afetados por distrofias musculares e seus familiares. Hoje, a ABDIM atende mais de 100 crianças afetadas por distrofias, a maioria carentes, que são trazidas até a Associação, com transporte próprio ou com ônibus da USP.


Em 1989, implantou a tecnologia de Biologia Molecular no Centro de Miopatias com a colaboração da Dra. Maria Rita Passos-Bueno e Mariz Vainzof, o que permitiu um salto qualitativo no estudo das miopatias hereditárias. Com a implantação destas novas técnicas tem sido possível realizar pesquisas correlacionando o genótipo e o fenótipo (a nível molecular, proteico e quadro clínico) o que é fundamental na compreensão dos mecanismos moleculares responsáveis pelas doenças genéticas. Além da publicação de algumas dezenas de trabalhos científicos esses achados tem sido fundamentais na prevenção de novos casos através da identificação de casais em risco, e diagnóstico pré-natal.


Desde o início da carreira publicou mais de 100 trabalhos científicos, orientou 12 teses (8 de Mestrado e 4 de Doutorado) e atendeu mais de 11.000 pessoas pertencentes a famílias afetadas por neuropatias hereditárias. Ela ganhou prêmios importantes, como o Prêmio de apoio à pesquisa - Muscular Dystrophy Association - USA - 1986; Prêmio L'Oreal para Mulheres na Ciência - UNESCO - 200, o TWAS Prize in Basic Medical Sciences - Third World Academy of Sciences (TWAS) - set/2003; o Prêmio Faz a Diferença (área de Ciência), O Globo, em 2005; o Prêmio México de Ciência e Tecnologia 2008, em 2009; Prêmio Walter Schmidt em 2009.

Mayana também ganhou uma condecoração: Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico e Tecnológico - Presidencia da República do Brasil - ago/2000. Além de receber uma Medalha de Mérito Científico e Tecnológico do Governo do Estado de São Paulo em 2000.



Neste vídeo Mayana Zatz dá uma entrevista para o programa da Poli, vale a pena assistir!




Fonte: Academia Brasileira de Ciências


21:00 Mulheres na ciência


"A diferença entre um cientista e um não cientista é que nós temos uma curiosidade mórbida. A gente não se satisfaz só de olhar e de observar. Você quer saber como é por dentro, como é que funciona, por que é daquele jeito, como é que poderia ser diferente" - Mayana Zatz


Mayana é uma bióloga e importante geneticista. Ela é professora de Genética Humana e Médica do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Ela é diretora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e células-tronco e Instituto  de células-tronco em doenças genéticas. Mayana também participou da elaboração da Lei da Biossegurança, bem como argumentou para que a mesma fosse aprovada em 2005.

Mayana nasceu em Tel Aviv, Israel, em 1947, porém mudou-se com a família para a França durante a infância, e, em 1955, chegou ao Brasil.


Desde a infância interessou-se por Biologia e começou a dirigir preferencialmente sua atenção para este campo ainda no curso primário. Em 1967 teve seu primeiro contato com a Genética Humana, durante um estágio de dois meses, sob a orientação do Dr. Oswaldo Frota-Pessoa. O incentivo que recebeu deste grande Mestre nesta ocasião, que lhe mostrou as perspectivas de pesquisa neste campo, levaram-na a optar por esta especialidade dentro da genética.

Em julho de 1968, ainda como aluna de graduação, iniciou seu trabalho de pesquisas no Laboratório de Genética Humana do Departamento de Biologia do IBUSP, sob a orientação do Dr. Frota-Pessoa. Defendeu seu Mestrado, em 1970, em distrofias musculares progressivas.

Na fase de doutoramento, (defendido em 1974) ampliou este projeto, abrangendo estudos de ligação do gene da distrofia com outros marcadores do cromossomo X.

De 1975 a 1977 realizou seu pós-doutoramento na Universidade da Califórnia (UCLA), em genética de doenças neuromusculares, sob a orientação do Dr. Michael M. Kaback e Dr. David Campion, de quem recebeu grande incentivo para continuar esta linha de pesquisas.

De volta ao Brasil, em fins de 1977, implantou aqui as novas técnicas aprendidas nos Estados Unidos, montou um laboratório de pesquisas em miopatias hereditárias, e começou a orientar alunos de Mestrado e Doutorado.


Em 1981, fundou a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISTROFIA MUSCULAR ou ABDIM, com a finalidade de lutar para melhorar a qualidade de vida dos pacientes afetados por distrofias musculares e seus familiares. Hoje, a ABDIM atende mais de 100 crianças afetadas por distrofias, a maioria carentes, que são trazidas até a Associação, com transporte próprio ou com ônibus da USP.


Em 1989, implantou a tecnologia de Biologia Molecular no Centro de Miopatias com a colaboração da Dra. Maria Rita Passos-Bueno e Mariz Vainzof, o que permitiu um salto qualitativo no estudo das miopatias hereditárias. Com a implantação destas novas técnicas tem sido possível realizar pesquisas correlacionando o genótipo e o fenótipo (a nível molecular, proteico e quadro clínico) o que é fundamental na compreensão dos mecanismos moleculares responsáveis pelas doenças genéticas. Além da publicação de algumas dezenas de trabalhos científicos esses achados tem sido fundamentais na prevenção de novos casos através da identificação de casais em risco, e diagnóstico pré-natal.


Desde o início da carreira publicou mais de 100 trabalhos científicos, orientou 12 teses (8 de Mestrado e 4 de Doutorado) e atendeu mais de 11.000 pessoas pertencentes a famílias afetadas por neuropatias hereditárias. Ela ganhou prêmios importantes, como o Prêmio de apoio à pesquisa - Muscular Dystrophy Association - USA - 1986; Prêmio L'Oreal para Mulheres na Ciência - UNESCO - 200, o TWAS Prize in Basic Medical Sciences - Third World Academy of Sciences (TWAS) - set/2003; o Prêmio Faz a Diferença (área de Ciência), O Globo, em 2005; o Prêmio México de Ciência e Tecnologia 2008, em 2009; Prêmio Walter Schmidt em 2009.

Mayana também ganhou uma condecoração: Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico e Tecnológico - Presidencia da República do Brasil - ago/2000. Além de receber uma Medalha de Mérito Científico e Tecnológico do Governo do Estado de São Paulo em 2000.



Neste vídeo Mayana Zatz dá uma entrevista para o programa da Poli, vale a pena assistir!




Fonte: Academia Brasileira de Ciências


segunda-feira, 18 de agosto de 2014


 Cyntia Sin Nga Lam, de 17 anos, da Austrália está entre os 15 finalistas globais da Feira de Ciências do Google, já tínhamos falado dessa competição cientifica internacional on-line aqui. A Feira possui vários prêmios, Cynthia é uma das favoritas a ganhar o Voter’s Choice Award, prêmio dado ao projeto que tem o maior potencial de mudar o mundo.

Ela criou o H2PRO: Unidade Portátil de Geração de Eletricidade Fotocatalítica e de purificação de água.  A sua pesquisa tem o objetivo de desenvolver uma abordagem ecológica e econômica para gerar métodos de purificação de água e produção de energia sustentáveis.

Apesar de existirem dispositivos semelhantes, estes precisam de uma fonte externa de energia, dificultando o uso em locais remotos. Cyntia quer mudar este quadro utilizando a fotocatálise. O H2prO purifica águas residuais e produz hidrogênio para gerar eletricidade de forma sustentável por meio da fotocatálise. Na reação, os poluentes podem atuar como redutores para aumentar a produção de hidrogênio e, por conseguinte, a eficiência elétrica.

Cyntia espera que o projeto beneficie os mais humildes, os que precisam de socorro emergencial e até mesmo os usuários domésticos.

O projeto de Cyntia pode ser conferido, em inglês, aqui. Já para conhecer os outros finalistas é só acessar aqui.



O Voter’s Choice Award será decidido pela votação do público. Esta votação começa no dia 1º de setembro e termina no dia 22 de setembro de 2014 em Mountain View, na California. O vencedor receberá uma doação de 10 mil dólares do Google para ajudar a desenvolver seu projeto.

Para conhecer os projetos de todas as categorias e votar nos finalistas é só explorar o Google Science Fair 2014. Lá também é possível inscrever-se para receber uma notificação quando a Google Science Fair 2015 for lançada, assim você poderá inscrever o seu projeto ano que vem, que tal?!

16:41 Mulheres na ciência

 Cyntia Sin Nga Lam, de 17 anos, da Austrália está entre os 15 finalistas globais da Feira de Ciências do Google, já tínhamos falado dessa competição cientifica internacional on-line aqui. A Feira possui vários prêmios, Cynthia é uma das favoritas a ganhar o Voter’s Choice Award, prêmio dado ao projeto que tem o maior potencial de mudar o mundo.

Ela criou o H2PRO: Unidade Portátil de Geração de Eletricidade Fotocatalítica e de purificação de água.  A sua pesquisa tem o objetivo de desenvolver uma abordagem ecológica e econômica para gerar métodos de purificação de água e produção de energia sustentáveis.

Apesar de existirem dispositivos semelhantes, estes precisam de uma fonte externa de energia, dificultando o uso em locais remotos. Cyntia quer mudar este quadro utilizando a fotocatálise. O H2prO purifica águas residuais e produz hidrogênio para gerar eletricidade de forma sustentável por meio da fotocatálise. Na reação, os poluentes podem atuar como redutores para aumentar a produção de hidrogênio e, por conseguinte, a eficiência elétrica.

Cyntia espera que o projeto beneficie os mais humildes, os que precisam de socorro emergencial e até mesmo os usuários domésticos.

O projeto de Cyntia pode ser conferido, em inglês, aqui. Já para conhecer os outros finalistas é só acessar aqui.



O Voter’s Choice Award será decidido pela votação do público. Esta votação começa no dia 1º de setembro e termina no dia 22 de setembro de 2014 em Mountain View, na California. O vencedor receberá uma doação de 10 mil dólares do Google para ajudar a desenvolver seu projeto.

Para conhecer os projetos de todas as categorias e votar nos finalistas é só explorar o Google Science Fair 2014. Lá também é possível inscrever-se para receber uma notificação quando a Google Science Fair 2015 for lançada, assim você poderá inscrever o seu projeto ano que vem, que tal?!

sábado, 2 de agosto de 2014



Ela foi uma cientista da computação e matemática afro-americana. Um de seus principais feitos foi desenvolver códigos e programas de computador utilizados para estudar os efeitos das fontes de energia renováveis, como a produção de energia solar e eólica.


Planos para se tornar farmacêutica

Nascida em 23 de abril de 1933, em Birmingham, Alabama. Easley e seu irmão, seis anos mais velho, foram criados por sua mãe solteira.  A partir da quinta série até o ensino médio, Annie frequentou escolas paroquiais em Birmingham, graduando-se como oradora da turma. Embora sua mãe tenha lhe dito que se ela trabalhou duro, poderia tornar-se o que queria, Easley pensava que a enfermagem e ensino eram as únicas carreiras abertas para as mulheres negras. Como ela não queria ensinar, Easley intenção de se tornar uma enfermeira. No entanto, no ensino médio, ela começou a pensar em se ser um farmacêutica.

Annie estudou farmácia por dois anos na Universidade Xavier, uma escola católica negra em Nova Orleans, Louisiana. Em 1954 ela se casou e retornou brevemente para Birmingham. Ela trabalhou como professora substituta no Condado de Jefferson, Alabama, e ajudou os negros se prepararem para os testes de alfabetização que foram obrigados a passar, a fim de registrar para votar.

Após o marido de Easley ser dispensado do serviço militar, o casal se mudou para Cleveland, Ohio, para estar perto de sua família. Annie esperou continuar a sua educação, porém, o único programa de farmácia na região havia fechado.

Contratada como “Homem-Computador”

Um dia, em 1955, Annie leu  um artigo de jornal sobre irmãs gêmeas que trabalhavam como computadores para Comitê Consultivo Nacional para a Aeronáutica (NACA), antecessor da NASA no Centro de Pesquisa Lewis, em Cleveland. O trabalho parecia tão interessante que o dia seguinte Easley candidatou a um emprego lá.

Ela trabalhou na Divisão de Serviços de Informática, na realização de cálculos matemáticos complexos para a equipe de engenharia. Entre outros projetos, ela simulou condições para um reator nuclear a ser construído em Plum Creek, Ohio. Na época Annie foi uma dos, apenas, quatro negros entre os 2.500 funcionários da agência.  Quando uma foto de Annie e seus colegas de trabalho foi ampliada para exibição em uma casa laboratório aberta, seu rosto foi cortado da imagem.

Era o amanhecer da era espacial e os Estados Unidos estava competindo com a União Soviética. Em 1957, os soviéticos lançaram o Sputnik, o primeiro satélite a orbitar a Terra, e a corrida espacial aquecido. A NACA tornou-se NASA. Com a introdução dos computadores eletrônicos, os cargos dos computadores humanos foram alterados para o matemático ou técnico de contas. Dessa forma, Annie foi buscar mais qualificação e foi transferida. 


Centauro

Durante o final dos anos 1960 e 1970 Easley trabalhou em sistemas de foguetes de propulsão nuclear. Ela também trabalhou no Centauro, um foguete de alta energia. Foi lançado primeiro e com sucesso em 1963, ao longo dos próximos 30 anos, passou por um maior desenvolvimento e foi considerado uma das maiores conquistas do Centro de Pesquisa do Lewis. 

Na década de 1960 Easley voltou a ensinar na escola, tendo uma classe de cada vez. Na década de 1970 ela começou a tomar dois, depois três classes, enquanto trabalhava em tempo integral. Perto do final, ela tirou uma licença de três meses sem remuneração para terminar, ganhando seu título de bacharel em Matemática pela Cleveland State University, em 1977. Durante parte desse período, ela trabalhou um horário flexível de seis dias. Embora a NASA pagasse aos empregados por educação relacionada ao trabalho, Annie sempre “correu atrás” e pagou por seus próprios cursos. Contudo, uma vez que ela tinha ganhado seu diploma, o Departamento de Pessoal decidiu que ela precisava de cursos mais especializados para ser considerado uma profissional. Assim ela teve uma formação adicional patrocinada pela NASA, incluindo um curso em Houston, Texas.

Durante os anos 1970 Annie trabalhou em um projeto danos examinar a camada de ozônio. Com cortes maciços no programa espacial da NASA, Easley começou a trabalhar em problemas de energia. Ela desenvolveu e implementou programas de computador para determinar o vento solar e para a resolução de problemas de monitoramento de energia e de conversão, incluindo tecnologias para a energia eólica e energia solar. Um de seus estudos envolveram a determinação da vida útil das baterias de armazenamento utilizados em veículos elétricos

Annie e Lewis (NASA)

Após a crise energética da década de 1970, Easley estudou as vantagens econômicas de usinas de co-geração que obtiveram subprodutos do carvão e do vapor. Ela também foi responsável por monitorar o uso de eletricidade em Lewis.

Easley serviu como oficial de Igualdade de Oportunidades de Emprego de Lewis, investigando queixas de discriminação. Ela viajou para faculdades e universidades para recrutamento de engenheiros para o laboratório. Além disso, Annie muitas vezes representava a NASA nas escola e faculdades.

A vida social de Easley foi centrada em Lewis. Deste modo, ela fundou e atuou como a primeira presidente da NASA Lewis Ski Club. Ela também pertencia ao clube de corrida. Fora de Lewis, Annie J. Easley foi tutora de crianças em idade escolar que abandonaram a escola para que estas retornassem ao colégio.


Annie faleceu em 25 de junho de 2011, Cleveland, Ohio, EUA.

Traduzido do Encyclopedia
15:09 Mulheres na ciência


Ela foi uma cientista da computação e matemática afro-americana. Um de seus principais feitos foi desenvolver códigos e programas de computador utilizados para estudar os efeitos das fontes de energia renováveis, como a produção de energia solar e eólica.


Planos para se tornar farmacêutica

Nascida em 23 de abril de 1933, em Birmingham, Alabama. Easley e seu irmão, seis anos mais velho, foram criados por sua mãe solteira.  A partir da quinta série até o ensino médio, Annie frequentou escolas paroquiais em Birmingham, graduando-se como oradora da turma. Embora sua mãe tenha lhe dito que se ela trabalhou duro, poderia tornar-se o que queria, Easley pensava que a enfermagem e ensino eram as únicas carreiras abertas para as mulheres negras. Como ela não queria ensinar, Easley intenção de se tornar uma enfermeira. No entanto, no ensino médio, ela começou a pensar em se ser um farmacêutica.

Annie estudou farmácia por dois anos na Universidade Xavier, uma escola católica negra em Nova Orleans, Louisiana. Em 1954 ela se casou e retornou brevemente para Birmingham. Ela trabalhou como professora substituta no Condado de Jefferson, Alabama, e ajudou os negros se prepararem para os testes de alfabetização que foram obrigados a passar, a fim de registrar para votar.

Após o marido de Easley ser dispensado do serviço militar, o casal se mudou para Cleveland, Ohio, para estar perto de sua família. Annie esperou continuar a sua educação, porém, o único programa de farmácia na região havia fechado.

Contratada como “Homem-Computador”

Um dia, em 1955, Annie leu  um artigo de jornal sobre irmãs gêmeas que trabalhavam como computadores para Comitê Consultivo Nacional para a Aeronáutica (NACA), antecessor da NASA no Centro de Pesquisa Lewis, em Cleveland. O trabalho parecia tão interessante que o dia seguinte Easley candidatou a um emprego lá.

Ela trabalhou na Divisão de Serviços de Informática, na realização de cálculos matemáticos complexos para a equipe de engenharia. Entre outros projetos, ela simulou condições para um reator nuclear a ser construído em Plum Creek, Ohio. Na época Annie foi uma dos, apenas, quatro negros entre os 2.500 funcionários da agência.  Quando uma foto de Annie e seus colegas de trabalho foi ampliada para exibição em uma casa laboratório aberta, seu rosto foi cortado da imagem.

Era o amanhecer da era espacial e os Estados Unidos estava competindo com a União Soviética. Em 1957, os soviéticos lançaram o Sputnik, o primeiro satélite a orbitar a Terra, e a corrida espacial aquecido. A NACA tornou-se NASA. Com a introdução dos computadores eletrônicos, os cargos dos computadores humanos foram alterados para o matemático ou técnico de contas. Dessa forma, Annie foi buscar mais qualificação e foi transferida. 


Centauro

Durante o final dos anos 1960 e 1970 Easley trabalhou em sistemas de foguetes de propulsão nuclear. Ela também trabalhou no Centauro, um foguete de alta energia. Foi lançado primeiro e com sucesso em 1963, ao longo dos próximos 30 anos, passou por um maior desenvolvimento e foi considerado uma das maiores conquistas do Centro de Pesquisa do Lewis. 

Na década de 1960 Easley voltou a ensinar na escola, tendo uma classe de cada vez. Na década de 1970 ela começou a tomar dois, depois três classes, enquanto trabalhava em tempo integral. Perto do final, ela tirou uma licença de três meses sem remuneração para terminar, ganhando seu título de bacharel em Matemática pela Cleveland State University, em 1977. Durante parte desse período, ela trabalhou um horário flexível de seis dias. Embora a NASA pagasse aos empregados por educação relacionada ao trabalho, Annie sempre “correu atrás” e pagou por seus próprios cursos. Contudo, uma vez que ela tinha ganhado seu diploma, o Departamento de Pessoal decidiu que ela precisava de cursos mais especializados para ser considerado uma profissional. Assim ela teve uma formação adicional patrocinada pela NASA, incluindo um curso em Houston, Texas.

Durante os anos 1970 Annie trabalhou em um projeto danos examinar a camada de ozônio. Com cortes maciços no programa espacial da NASA, Easley começou a trabalhar em problemas de energia. Ela desenvolveu e implementou programas de computador para determinar o vento solar e para a resolução de problemas de monitoramento de energia e de conversão, incluindo tecnologias para a energia eólica e energia solar. Um de seus estudos envolveram a determinação da vida útil das baterias de armazenamento utilizados em veículos elétricos

Annie e Lewis (NASA)

Após a crise energética da década de 1970, Easley estudou as vantagens econômicas de usinas de co-geração que obtiveram subprodutos do carvão e do vapor. Ela também foi responsável por monitorar o uso de eletricidade em Lewis.

Easley serviu como oficial de Igualdade de Oportunidades de Emprego de Lewis, investigando queixas de discriminação. Ela viajou para faculdades e universidades para recrutamento de engenheiros para o laboratório. Além disso, Annie muitas vezes representava a NASA nas escola e faculdades.

A vida social de Easley foi centrada em Lewis. Deste modo, ela fundou e atuou como a primeira presidente da NASA Lewis Ski Club. Ela também pertencia ao clube de corrida. Fora de Lewis, Annie J. Easley foi tutora de crianças em idade escolar que abandonaram a escola para que estas retornassem ao colégio.


Annie faleceu em 25 de junho de 2011, Cleveland, Ohio, EUA.

Traduzido do Encyclopedia