quarta-feira, 5 de novembro de 2014


Elisa Esther Habbema de Maia, nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 17/01/1921, filha de Juvenal Moreira Maia e Elisa Habbema de Maia. No ano de 1935, quando cursava o segundo ano do Curso Ginasial na Escola Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro, entusiasmou-se pelas aulas de ciência e começou a pensar em fazer o curso superior de Engenharia, carreira que naquela época não era admitida como adequada às mulheres. Elisa não teve incentivo familiar, pois seu pai era um homem tradicional que considerava que a melhor carreira para as mulheres era o casamento. Felizmente,  isso foi compensado pela influência de vários professores que teve nesse colégio, onde foi aluna de Antônio Houaiss (Literatura), Raimundo Paesler (Física) e Osvaldo Frota-Pessoa (História Natural), todos interessados em pesquisa e ensino. Mas sua maior influência foi o famoso professor Plinio Süssekind da Rocha com quem teve aulas de física a partir de 1936, e que muito a incentivou a prosseguir seus estudos naquela matéria. Plinio a acompanhava de perto e a orientava, dando-lhe temas fora do programa para estudar. Assim,  em 1940 prestou exame para a Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) da Universidade do Brasil, embrião da atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Graduou-se, então, em Física em 1942, sendo juntamente com Sonja Ashauer, que se graduou no mesmo ano na USP, a segunda mulher a graduar-se em Física no Brasil. A primeira havia sido Yolande Monteux, que concluiu o curso de Física na USP em 1938, mas da qual pouco se sabe atualmente.  Ainda durante o curso de graduação, aos dezoito anos, casou-se com professor Osvaldo Frota-Pessoa com quem teve dois filhos: Sonia e Roberto.

Já antes de graduar-se, no segundo ano do curso, foi chamada pelo professor Costa Ribeiro, que reconheceu seu talento para a física experimental,  para ser sua assistente. Trabalhou sem receber salário até que em 1944, foi contratada para lecionar na FNFi. Numa atitude que demonstra que seus pioneirismo e capacidade de superar barreiras que  não se restringiam à escolha profissional, em 1951 separou-se de Osvaldo Frota Pessoa e uniu sua vida à do físico Jayme Tiomno – separações não eram bem vistas pela moral da época, o divórcio sequer  existindo no país -, seu colega na faculdade.
Elisa fez parte do grupo de pioneiros da física brasileira, que se graduaram no início da década de 40, como José Leite Lopes, Jayme Tiomno, Cesar Lattes, Marcelo Damy, Mario Schenberg, Bernardo Gross. Com eles conviveu e desenvolveu sua bem sucedida carreira de física experimental. Entre 1942 e 1969, a física Elisa teve uma história de sucessos pessoais e participou ativamente das lutas para vencer o preconceito contra o trabalho da mulher, assim como o pequeno interesse da sociedade pelo desenvolvimento da ciência. Em 1949, foi uma das fundadoras do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Em 1950, publica com Neusa Margem (outra pioneira) o primeiro artigo de pesquisa da nova instituição: “Sobre a desintegração do méson pesado positivo”. Esse trabalho obteve pela primeira vez resultados que apoiavam experimentalmente a teoria “V-A” das interações fracas. Um outro trabalho seu, publicado em 1969, pôs fim a uma longa controvérsia sobre a possibilidade do méson p ter spin não-nulo.

Em 1965, Elisa juntou-se a tantos outros acadêmicos e cientistas importantes na experiência inovadora da Universidade de Brasília; acabou aposentada pelo AI-5 em abril, de 1969, quando lecionava e pesquisava na Universidade de São Paulo (USP). Trabalhou em universidades européias e norte-americanas, contribuiu para a formação de dezenas de físicos brasileiros. Recusou-se a pedir anistia, mas em 1980 voltou para trabalhar no CBPF, onde permaneceu até sua aposentadoria compulsória em 1991. Foi nomeada professora emérita e continuou no instituto até 1995. 
   
Suas contribuições mais importantes na pesquisa em física foram: introduziu a técnica de emulsões nucleares no Brasil e a aplicou em vários campos, como física nuclear, biologia, partículas elementares, etc.; um trabalho seu foi o único trabalho brasileiro selecionado para apresentação em plenário na Conferência Internacional de Átomos para a Paz (Genebra 1955); seu trabalho sobre a não existência da assimetria do decaimento Pion – Muon, que encerrou uma longa disputa sobre o spin do méson p , resultou na publicação de dezenas de trabalhos experimentais no Brasil, Estados Unidos e Europa.

Fontes: Site http://ctjovem.mct.gov.br/, acessado no dia 22 de setembro de 2005 e diversas entrevistas concedidas por Elisa a Ligia M.C.S.Rodrigues. Elaborado por Lígia M.C.S.Rodrigues e Hildete Pereira de Melo.

02:09 Mulheres na ciência

Elisa Esther Habbema de Maia, nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 17/01/1921, filha de Juvenal Moreira Maia e Elisa Habbema de Maia. No ano de 1935, quando cursava o segundo ano do Curso Ginasial na Escola Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro, entusiasmou-se pelas aulas de ciência e começou a pensar em fazer o curso superior de Engenharia, carreira que naquela época não era admitida como adequada às mulheres. Elisa não teve incentivo familiar, pois seu pai era um homem tradicional que considerava que a melhor carreira para as mulheres era o casamento. Felizmente,  isso foi compensado pela influência de vários professores que teve nesse colégio, onde foi aluna de Antônio Houaiss (Literatura), Raimundo Paesler (Física) e Osvaldo Frota-Pessoa (História Natural), todos interessados em pesquisa e ensino. Mas sua maior influência foi o famoso professor Plinio Süssekind da Rocha com quem teve aulas de física a partir de 1936, e que muito a incentivou a prosseguir seus estudos naquela matéria. Plinio a acompanhava de perto e a orientava, dando-lhe temas fora do programa para estudar. Assim,  em 1940 prestou exame para a Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) da Universidade do Brasil, embrião da atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Graduou-se, então, em Física em 1942, sendo juntamente com Sonja Ashauer, que se graduou no mesmo ano na USP, a segunda mulher a graduar-se em Física no Brasil. A primeira havia sido Yolande Monteux, que concluiu o curso de Física na USP em 1938, mas da qual pouco se sabe atualmente.  Ainda durante o curso de graduação, aos dezoito anos, casou-se com professor Osvaldo Frota-Pessoa com quem teve dois filhos: Sonia e Roberto.

Já antes de graduar-se, no segundo ano do curso, foi chamada pelo professor Costa Ribeiro, que reconheceu seu talento para a física experimental,  para ser sua assistente. Trabalhou sem receber salário até que em 1944, foi contratada para lecionar na FNFi. Numa atitude que demonstra que seus pioneirismo e capacidade de superar barreiras que  não se restringiam à escolha profissional, em 1951 separou-se de Osvaldo Frota Pessoa e uniu sua vida à do físico Jayme Tiomno – separações não eram bem vistas pela moral da época, o divórcio sequer  existindo no país -, seu colega na faculdade.
Elisa fez parte do grupo de pioneiros da física brasileira, que se graduaram no início da década de 40, como José Leite Lopes, Jayme Tiomno, Cesar Lattes, Marcelo Damy, Mario Schenberg, Bernardo Gross. Com eles conviveu e desenvolveu sua bem sucedida carreira de física experimental. Entre 1942 e 1969, a física Elisa teve uma história de sucessos pessoais e participou ativamente das lutas para vencer o preconceito contra o trabalho da mulher, assim como o pequeno interesse da sociedade pelo desenvolvimento da ciência. Em 1949, foi uma das fundadoras do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Em 1950, publica com Neusa Margem (outra pioneira) o primeiro artigo de pesquisa da nova instituição: “Sobre a desintegração do méson pesado positivo”. Esse trabalho obteve pela primeira vez resultados que apoiavam experimentalmente a teoria “V-A” das interações fracas. Um outro trabalho seu, publicado em 1969, pôs fim a uma longa controvérsia sobre a possibilidade do méson p ter spin não-nulo.

Em 1965, Elisa juntou-se a tantos outros acadêmicos e cientistas importantes na experiência inovadora da Universidade de Brasília; acabou aposentada pelo AI-5 em abril, de 1969, quando lecionava e pesquisava na Universidade de São Paulo (USP). Trabalhou em universidades européias e norte-americanas, contribuiu para a formação de dezenas de físicos brasileiros. Recusou-se a pedir anistia, mas em 1980 voltou para trabalhar no CBPF, onde permaneceu até sua aposentadoria compulsória em 1991. Foi nomeada professora emérita e continuou no instituto até 1995. 
   
Suas contribuições mais importantes na pesquisa em física foram: introduziu a técnica de emulsões nucleares no Brasil e a aplicou em vários campos, como física nuclear, biologia, partículas elementares, etc.; um trabalho seu foi o único trabalho brasileiro selecionado para apresentação em plenário na Conferência Internacional de Átomos para a Paz (Genebra 1955); seu trabalho sobre a não existência da assimetria do decaimento Pion – Muon, que encerrou uma longa disputa sobre o spin do méson p , resultou na publicação de dezenas de trabalhos experimentais no Brasil, Estados Unidos e Europa.

Fontes: Site http://ctjovem.mct.gov.br/, acessado no dia 22 de setembro de 2005 e diversas entrevistas concedidas por Elisa a Ligia M.C.S.Rodrigues. Elaborado por Lígia M.C.S.Rodrigues e Hildete Pereira de Melo.

sábado, 25 de outubro de 2014

Evelyn nasceu em 1º de maio de 1924 em Washington DC. Apesar de haver nascido em uma família humilde e crescer em meio a grande depressão, o que mais recordou destes anos foi a segregação racial da sociedade americana.

Cursou seus estudos nas escolas de Washington, sendo uma aluna excepcional e se graduou como um dos cinco melhores estudantes. A partir daquele momento somente aspirava ser professora.

Em 1941, com apoio econômico de sua tia e de uma pequena bolsa, começou seus estudos no Smith College, onde se especializou em matemática, física teórica e astronomia.

Ela se graduou brilhantemente em 1945 e recebeu uma bolsa da Smith Student Aid Society of Smith College para começar seus estudos de doutorado.

Entrou para Yale no outono de 1945 e começou a investigar análise funcional com a supervisão de Hille. Escreveu sua tese de doutorado “On Laguerre Series in the Complex Domain” em 1949, e junto com Marjorie Lee Browne graduada pela universidade de Michigan no mesmo ano, convertem-se nas primeiras afroamericanas a doutorar-se em Matemáticas.

Depois de terminar sua tese em Yale, Granville seguiu trabalhando em equações diferenciais com Fritz Jhon. Infelizmente, nem Hille, nem Jonh a animaram a publicar suas investigações. Depois de várias tentativas para conseguir um posto no Polytechnic Institute of Broolyn, sem consegui-lo, ao que parece foi rejeitada devido a seu gênero e/ou cor). Em 1950 Ela aceita um posto de professora associada na Fisk University de Nashville.

Não obstante, Evelyn, “que quis ser professora desde pequena, ão podia aceitar a forma tão restritiva com que as mulheres negras tinham que desempenhar seus postos acadêmicos no início dos anos 50. Considerando suas opções, era normal pensar em um emprego estatal... Na primavera de 1952 decidiu buscar um trabalho no governo e voltou para Washington D.C.”.

O trabalho que foi oferecido pela National Bureau of Standarts deu-lhe o dobro do sálario que tinha como docente. Evelyn escreveu:

“O trabalho consistia em consultar com engenheiros e cististas de análises matemáticas sobre os problemas relacionados com o desenvolvimento de misséis... conheci muitos matemáticos que estavam empregados como programadores de computador. Naquele momento o desenvolvimento de computadores eletrônicos estava no seu início. A aplicação de computadores aos estudos científicos me interessava muito, o que me fez considerar seriamente uma oferta de emprego na International Business Machines Corporation” (IBM).

Quando o programa espacial dos Estados Unidos começava a desenvolver-se, a Nasa contrata a IBM para implementar o software. Granville formava a equipe de matemáticos da IBM. Desse modo, ela trabalhou para Nasa na programação de órbitas para os projetos Vanguard e Mercury. Foi em sua opinião o trabalho mais interessante da sua vida.

Após seu casamento, em 1960, mudou-se para viver na Califórnia e continuou a trabalhar a Centro de dados dos Laboratórios de Tecnologia Espacial no cálculo e programação de órbitas espaciais.

Nos anos 60, uma época onde a demanda da indústria militar gerava grande atividade no campo de desenvolvimento tecnológico, Evelyn abanona a IBM e trabalha para a indústria privado no Projeto Apolo (programação de orbitas, análises numéricas e técnicas computadorizadas de digitalização).

Em 1963 regressa para IBM e toma o que qualifica como as mais importantes de sua vida. Ela se divorcia, permanece em Los Angeles e abandona a investigação na indústria privada para passar a ensinar analises numéricas e programação na Universidade do Estado de Los Angeles.

Em 1983, aos 59 anos, toma outra decisão mais importante na sua vida. Volta a se casar e vai morar com seu novo marido em um rancho no Texas.

Granville junto a 3 PhDs afroamericanas. 2005

Em 1967 ela aceita um posto de professora na California State University de Los Ángeles, ocupando-se também da preparação dos professores desta matéria. Este interesse peloensino a levou a envolver-se com o Miller Mathematics Improvement Program e o fruto deste trabalho foi a publicação de um livro, hunto a Janson Frand, “Theory na Applications of Mathematics for Teachers (1975)”, bem recebido e utilizado em muitas escolas.

Na Universidade do Texas, obteve a cátedra “Sam A Lindsey”, retirando-se em 1997.


Traduzido de “Las negratas” e do “Centro Virtual de divulgación de las matemáticas”.

17:10 Mulheres na ciência
Evelyn nasceu em 1º de maio de 1924 em Washington DC. Apesar de haver nascido em uma família humilde e crescer em meio a grande depressão, o que mais recordou destes anos foi a segregação racial da sociedade americana.

Cursou seus estudos nas escolas de Washington, sendo uma aluna excepcional e se graduou como um dos cinco melhores estudantes. A partir daquele momento somente aspirava ser professora.

Em 1941, com apoio econômico de sua tia e de uma pequena bolsa, começou seus estudos no Smith College, onde se especializou em matemática, física teórica e astronomia.

Ela se graduou brilhantemente em 1945 e recebeu uma bolsa da Smith Student Aid Society of Smith College para começar seus estudos de doutorado.

Entrou para Yale no outono de 1945 e começou a investigar análise funcional com a supervisão de Hille. Escreveu sua tese de doutorado “On Laguerre Series in the Complex Domain” em 1949, e junto com Marjorie Lee Browne graduada pela universidade de Michigan no mesmo ano, convertem-se nas primeiras afroamericanas a doutorar-se em Matemáticas.

Depois de terminar sua tese em Yale, Granville seguiu trabalhando em equações diferenciais com Fritz Jhon. Infelizmente, nem Hille, nem Jonh a animaram a publicar suas investigações. Depois de várias tentativas para conseguir um posto no Polytechnic Institute of Broolyn, sem consegui-lo, ao que parece foi rejeitada devido a seu gênero e/ou cor). Em 1950 Ela aceita um posto de professora associada na Fisk University de Nashville.

Não obstante, Evelyn, “que quis ser professora desde pequena, ão podia aceitar a forma tão restritiva com que as mulheres negras tinham que desempenhar seus postos acadêmicos no início dos anos 50. Considerando suas opções, era normal pensar em um emprego estatal... Na primavera de 1952 decidiu buscar um trabalho no governo e voltou para Washington D.C.”.

O trabalho que foi oferecido pela National Bureau of Standarts deu-lhe o dobro do sálario que tinha como docente. Evelyn escreveu:

“O trabalho consistia em consultar com engenheiros e cististas de análises matemáticas sobre os problemas relacionados com o desenvolvimento de misséis... conheci muitos matemáticos que estavam empregados como programadores de computador. Naquele momento o desenvolvimento de computadores eletrônicos estava no seu início. A aplicação de computadores aos estudos científicos me interessava muito, o que me fez considerar seriamente uma oferta de emprego na International Business Machines Corporation” (IBM).

Quando o programa espacial dos Estados Unidos começava a desenvolver-se, a Nasa contrata a IBM para implementar o software. Granville formava a equipe de matemáticos da IBM. Desse modo, ela trabalhou para Nasa na programação de órbitas para os projetos Vanguard e Mercury. Foi em sua opinião o trabalho mais interessante da sua vida.

Após seu casamento, em 1960, mudou-se para viver na Califórnia e continuou a trabalhar a Centro de dados dos Laboratórios de Tecnologia Espacial no cálculo e programação de órbitas espaciais.

Nos anos 60, uma época onde a demanda da indústria militar gerava grande atividade no campo de desenvolvimento tecnológico, Evelyn abanona a IBM e trabalha para a indústria privado no Projeto Apolo (programação de orbitas, análises numéricas e técnicas computadorizadas de digitalização).

Em 1963 regressa para IBM e toma o que qualifica como as mais importantes de sua vida. Ela se divorcia, permanece em Los Angeles e abandona a investigação na indústria privada para passar a ensinar analises numéricas e programação na Universidade do Estado de Los Angeles.

Em 1983, aos 59 anos, toma outra decisão mais importante na sua vida. Volta a se casar e vai morar com seu novo marido em um rancho no Texas.

Granville junto a 3 PhDs afroamericanas. 2005

Em 1967 ela aceita um posto de professora na California State University de Los Ángeles, ocupando-se também da preparação dos professores desta matéria. Este interesse peloensino a levou a envolver-se com o Miller Mathematics Improvement Program e o fruto deste trabalho foi a publicação de um livro, hunto a Janson Frand, “Theory na Applications of Mathematics for Teachers (1975)”, bem recebido e utilizado em muitas escolas.

Na Universidade do Texas, obteve a cátedra “Sam A Lindsey”, retirando-se em 1997.


Traduzido de “Las negratas” e do “Centro Virtual de divulgación de las matemáticas”.

Sonja Ashauer nasceu em São Paulo (SP) no dia 9 de abril de 1923. Foi filha do engenheiro de origem alemã Walter Ashauer e de Herta Graffenbenger, também alemã. Fez os estudos primários na Escola Vila Mariana e os estudos secundários no Ginásio da Capital do Estado de São Paulo (atualmente Escola Estadual São Paulo, localizada dentro do Parque Dom Pedro II), de 1935 a 1939. Foi colega de turma de um físico importante, Roberto Salmeron, e de Helio Bicudo, que foi o vice de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo.
Desde menina, Sonja demonstrava ser uma inteligência excepcional. Filha de um homem de espírito aberto, apaixonado por ciências, Sonja foi muito incentivada por seu pai, que, na época de seus estudos secundários montou em casa um pequeno laboratório onde realizavam experiências de física, química, biologia. 
FORMAÇÃO ACADÊMICA E PROFISSIONAL
Sonja havia descoberto que a USP aceitava estudantes com somente o ginásio completo, sem terem cursado os dois anos de curso preparatório, e prestou vestibular para o curso de Física da USP assim que concluiu o curso secundário. Ingressou então em 1940 e graduou-se bacharel em física em 1942, tendo sido juntamente com Elisa Frota-Pessoa, que se graduou em física no mesmo ano na Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, a segunda mulher a se graduar em Física no Brasil (a primeira foi Yolande Monteux, na USP, em 1938).
Sonja foi também a primeira brasileira a concluir o Doutorado em Física, em fevereiro de 1948, na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, sob a orientação de Paul Adrien Maurice Dirac, um dos maiores físicos da história mundial. Também foi a primeira mulher brasileira a ser eleita membro da Cambridge Philosophical Society. Todos os físicos que a conheceram (José Leite Lopes, Jayme Tiomno, Marcelo Damy, Oscar Sala) afirmam afirmam que Sonja Ashauer era uma profissional brilhante. Defendeu sua tese de doutoramento em janeiro de 1948 e voltou para a Universidade de São Paulo (USP), onde foi contratada em 31 de março daquele ano, como assistente do prof. Gleb Wataghin.
Durante seus anos na Inglaterra, a correspondência trocada entre ela e o prof.  Wataghin revela um talento extraordinário para a física teórica, sobretudo num mundo ainda extremamente hostil ao desempenho profissional feminino. Na Europa, ela conviveu com os maiores físicos da época, tendo participado de Encontros de Física onde estavam grandes nomes como Born, Schrödinger, Wheeler, Hackett.
Sonja defendeu uma tese de doutorado de Eletrodinâmica Quântica, assunto de ponta na época, com o título “Problems in electrons and electromagnetic radiation”.
MORTE PREMATURA
A vida profissional de Sonja foi abruptamente interrompida depois de sua volta do exterior e a comunidade científica foi surpreendida com a notícia de sua morte no dia 21 de agosto de 1948. De acordo com o atestado de óbito a causa mortis foi “bronco pneumonia, miocardite e colapso cardíaco”. Sonja havia apanhado chuva num dia frio, resfriou-se e não deu atenção. Quando a família deu-se conta, ela já estava gravemente enferma e foi imediatamente internada no Hospital Alemão (atualmente, Hospital Alemão Oswaldo Cruz) em São Paulo. Mas, infelizmente, era tarde demais, e ela faleceu seis dias depois. Foi não somente uma trágica perda humana, mas também uma grande perda para a física brasileira, pois Sonja certamente teria feito uma carreira tão ou mais brilhante que seus colegas de sexo masculino.

Fontes: Acervo do Instituto de Física da USP; conversas informais de Ligia MCS Rodrigues com Jayme Tiomno e Amos Troper. Entrevistas de Ligia MCS Rodrigues e Hildete Pereira de Melo com Marcelo Damy e Oscar Sala em 11 e 12 de novembro de 2005, respectivamente,  com Nils Ashauer no dia 18 de janeiro de 2006 e com Elza Gomide em 19 de janeiro de 2006. Elaborado por Ligia M.C.S.Rodrigues e Hildete Pereira de Melo.
11:17 Mulheres na ciência
Sonja Ashauer nasceu em São Paulo (SP) no dia 9 de abril de 1923. Foi filha do engenheiro de origem alemã Walter Ashauer e de Herta Graffenbenger, também alemã. Fez os estudos primários na Escola Vila Mariana e os estudos secundários no Ginásio da Capital do Estado de São Paulo (atualmente Escola Estadual São Paulo, localizada dentro do Parque Dom Pedro II), de 1935 a 1939. Foi colega de turma de um físico importante, Roberto Salmeron, e de Helio Bicudo, que foi o vice de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo.
Desde menina, Sonja demonstrava ser uma inteligência excepcional. Filha de um homem de espírito aberto, apaixonado por ciências, Sonja foi muito incentivada por seu pai, que, na época de seus estudos secundários montou em casa um pequeno laboratório onde realizavam experiências de física, química, biologia. 
FORMAÇÃO ACADÊMICA E PROFISSIONAL
Sonja havia descoberto que a USP aceitava estudantes com somente o ginásio completo, sem terem cursado os dois anos de curso preparatório, e prestou vestibular para o curso de Física da USP assim que concluiu o curso secundário. Ingressou então em 1940 e graduou-se bacharel em física em 1942, tendo sido juntamente com Elisa Frota-Pessoa, que se graduou em física no mesmo ano na Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, a segunda mulher a se graduar em Física no Brasil (a primeira foi Yolande Monteux, na USP, em 1938).
Sonja foi também a primeira brasileira a concluir o Doutorado em Física, em fevereiro de 1948, na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, sob a orientação de Paul Adrien Maurice Dirac, um dos maiores físicos da história mundial. Também foi a primeira mulher brasileira a ser eleita membro da Cambridge Philosophical Society. Todos os físicos que a conheceram (José Leite Lopes, Jayme Tiomno, Marcelo Damy, Oscar Sala) afirmam afirmam que Sonja Ashauer era uma profissional brilhante. Defendeu sua tese de doutoramento em janeiro de 1948 e voltou para a Universidade de São Paulo (USP), onde foi contratada em 31 de março daquele ano, como assistente do prof. Gleb Wataghin.
Durante seus anos na Inglaterra, a correspondência trocada entre ela e o prof.  Wataghin revela um talento extraordinário para a física teórica, sobretudo num mundo ainda extremamente hostil ao desempenho profissional feminino. Na Europa, ela conviveu com os maiores físicos da época, tendo participado de Encontros de Física onde estavam grandes nomes como Born, Schrödinger, Wheeler, Hackett.
Sonja defendeu uma tese de doutorado de Eletrodinâmica Quântica, assunto de ponta na época, com o título “Problems in electrons and electromagnetic radiation”.
MORTE PREMATURA
A vida profissional de Sonja foi abruptamente interrompida depois de sua volta do exterior e a comunidade científica foi surpreendida com a notícia de sua morte no dia 21 de agosto de 1948. De acordo com o atestado de óbito a causa mortis foi “bronco pneumonia, miocardite e colapso cardíaco”. Sonja havia apanhado chuva num dia frio, resfriou-se e não deu atenção. Quando a família deu-se conta, ela já estava gravemente enferma e foi imediatamente internada no Hospital Alemão (atualmente, Hospital Alemão Oswaldo Cruz) em São Paulo. Mas, infelizmente, era tarde demais, e ela faleceu seis dias depois. Foi não somente uma trágica perda humana, mas também uma grande perda para a física brasileira, pois Sonja certamente teria feito uma carreira tão ou mais brilhante que seus colegas de sexo masculino.

Fontes: Acervo do Instituto de Física da USP; conversas informais de Ligia MCS Rodrigues com Jayme Tiomno e Amos Troper. Entrevistas de Ligia MCS Rodrigues e Hildete Pereira de Melo com Marcelo Damy e Oscar Sala em 11 e 12 de novembro de 2005, respectivamente,  com Nils Ashauer no dia 18 de janeiro de 2006 e com Elza Gomide em 19 de janeiro de 2006. Elaborado por Ligia M.C.S.Rodrigues e Hildete Pereira de Melo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Sophie Germain nasceu em 1776, em Paris. Matemática francesa. Pertencia a uma família burguesa e começou a estudar aos 13 anos de idade. Ainda adolecente, pesquisando a biblioteca de seu pai, encontrou o livro História da Matemática, de Jean-Étienne Montucla. O livro continha a enorme relação das descobertas de Arquimedes. Imediatamente, pôs-se a estudar a teoria básica de números, cálculos e os trabalhos de Leonhard Euler e Isaac Newton. Nunca se casou, tendo tido sua carreira de pesquisadora financiada por seu pai.

Ainda que não pudesse frequentar a escola, por ser mulher, conseguiu os assuntos dos cursos de analises de Joseph Louis Lagrange (1736-1813) e de química de Antoine François Fourcroy (1755-1809), da Escola Politécnica de Paris.

Em 1794 foi fundada a Escola Politécnica de Paris, uma academia de excelência para a formação de matemáticos e cientistas de toda a nação, reservada exclusivamente para homens. Sem coragem para se propor ao conselho acadêmico, assumiu a identidade de um antigo aluno da academia, Monsieur Antoine-August Le Blanc. A administração acadêmica não sabia que o verdadeiro sr. Le Blanc tinha deixado Paris e continuou imprimindo e enviando suas lições, que ela interceptava, apresentando, semanalmente, suas respostas aos problemas sob seu pseudônimo. Dois meses depois, o supervisor do curso, Joseph-Louis Lagrange, surpreso pela transformação notável de um aluno medíocre, que agora apresentava soluções engenhosas aos mais variados problemas, requisitou um encontro com o aluno aparentemente reabilitado. Germain foi forçada a revelar sua identidade. Lagrange tornou-se seu mentor e amigo.

A partir de 1801, depois de estudar um livro de Johan Carl Gauss (1777-1855), que ensinava na Prussia, Sophie se dedicou ao estudo da Teoria dos números; Manteve correspondência com este matemático, de novo sob o mesmo pseudônimo, mostrando suas investigações. Ao saber sua identidade, vários anos depois, Gauss escreveu uma carta elogiando o seu trabalho, admirando o seu valor e seus conhecimentos.

Sophie apresentou em duas ocasiões, 1811 e 181, dois trabalhos sobre a teoria matemática de superfícies elásticas, ou teoria da elasticidade para a Academia Francesa de Ciências, mas os dois foram rechaçados. Porém, em 1816 ao apresentar-se de novo, competindo com eminentes matemáticos e físicos, ganhou o concurso obtendo uma medalha de ouro. Foi a primeira mulher que frequentou as sessões da Academia Francesa de Ciências, ao lado de grandes matemáticos da época, graças as suas pesquisas com os números primos e seu trabalho com o último teorema de Fermat.

Sophie Germain trabalhou com dedicação e afinco, ainda que a comunidade cientifica não mostrasse o respeito que ela merecia e a ignorasse. Continuou suas investigações em matemática e sua contribuição mais importante foi a “Teoria dos Números” ou o “Números Primos de Germain”. Escreveu um ensaio filosófico que foi muito elogiado e publicado postumamente: “Considerações gerais sobre o estado das Ciências e das Letras”.

Em 1830, por intervenção de Gauss, a Universidade de Gottingen outorgou a Sophie um título honorário, porém em junho de 1831 morreu, antes de poder receber o prêmio. Embora tenha sido ela, provavelmente, uma das mulheres com maior capacidade intelectual que a França produziu, na notícia oficial de sua morte foi designada como uma  solteira sem profissão – ao invés de matemática, além de ter sido omitido o seu nome da relação dos setenta e dois sábios cujas pesquisas contribuíram definitivamente para a construção da Torre Eiffel - quando os seus estudos para estabelecer a teoria da elasticidade foram fundamentais para a construção daquela torre
                                                  
Fontes:

Wikipédia
Mujeres que Hacen La Historia (Traduzido)

03:30 Mulheres na ciência
Sophie Germain nasceu em 1776, em Paris. Matemática francesa. Pertencia a uma família burguesa e começou a estudar aos 13 anos de idade. Ainda adolecente, pesquisando a biblioteca de seu pai, encontrou o livro História da Matemática, de Jean-Étienne Montucla. O livro continha a enorme relação das descobertas de Arquimedes. Imediatamente, pôs-se a estudar a teoria básica de números, cálculos e os trabalhos de Leonhard Euler e Isaac Newton. Nunca se casou, tendo tido sua carreira de pesquisadora financiada por seu pai.

Ainda que não pudesse frequentar a escola, por ser mulher, conseguiu os assuntos dos cursos de analises de Joseph Louis Lagrange (1736-1813) e de química de Antoine François Fourcroy (1755-1809), da Escola Politécnica de Paris.

Em 1794 foi fundada a Escola Politécnica de Paris, uma academia de excelência para a formação de matemáticos e cientistas de toda a nação, reservada exclusivamente para homens. Sem coragem para se propor ao conselho acadêmico, assumiu a identidade de um antigo aluno da academia, Monsieur Antoine-August Le Blanc. A administração acadêmica não sabia que o verdadeiro sr. Le Blanc tinha deixado Paris e continuou imprimindo e enviando suas lições, que ela interceptava, apresentando, semanalmente, suas respostas aos problemas sob seu pseudônimo. Dois meses depois, o supervisor do curso, Joseph-Louis Lagrange, surpreso pela transformação notável de um aluno medíocre, que agora apresentava soluções engenhosas aos mais variados problemas, requisitou um encontro com o aluno aparentemente reabilitado. Germain foi forçada a revelar sua identidade. Lagrange tornou-se seu mentor e amigo.

A partir de 1801, depois de estudar um livro de Johan Carl Gauss (1777-1855), que ensinava na Prussia, Sophie se dedicou ao estudo da Teoria dos números; Manteve correspondência com este matemático, de novo sob o mesmo pseudônimo, mostrando suas investigações. Ao saber sua identidade, vários anos depois, Gauss escreveu uma carta elogiando o seu trabalho, admirando o seu valor e seus conhecimentos.

Sophie apresentou em duas ocasiões, 1811 e 181, dois trabalhos sobre a teoria matemática de superfícies elásticas, ou teoria da elasticidade para a Academia Francesa de Ciências, mas os dois foram rechaçados. Porém, em 1816 ao apresentar-se de novo, competindo com eminentes matemáticos e físicos, ganhou o concurso obtendo uma medalha de ouro. Foi a primeira mulher que frequentou as sessões da Academia Francesa de Ciências, ao lado de grandes matemáticos da época, graças as suas pesquisas com os números primos e seu trabalho com o último teorema de Fermat.

Sophie Germain trabalhou com dedicação e afinco, ainda que a comunidade cientifica não mostrasse o respeito que ela merecia e a ignorasse. Continuou suas investigações em matemática e sua contribuição mais importante foi a “Teoria dos Números” ou o “Números Primos de Germain”. Escreveu um ensaio filosófico que foi muito elogiado e publicado postumamente: “Considerações gerais sobre o estado das Ciências e das Letras”.

Em 1830, por intervenção de Gauss, a Universidade de Gottingen outorgou a Sophie um título honorário, porém em junho de 1831 morreu, antes de poder receber o prêmio. Embora tenha sido ela, provavelmente, uma das mulheres com maior capacidade intelectual que a França produziu, na notícia oficial de sua morte foi designada como uma  solteira sem profissão – ao invés de matemática, além de ter sido omitido o seu nome da relação dos setenta e dois sábios cujas pesquisas contribuíram definitivamente para a construção da Torre Eiffel - quando os seus estudos para estabelecer a teoria da elasticidade foram fundamentais para a construção daquela torre
                                                  
Fontes:

Wikipédia
Mujeres que Hacen La Historia (Traduzido)

terça-feira, 14 de outubro de 2014



Marie Maynard Daly (1921-2003), bioquímica, foi a primeira mulher negra a obter um doutorado em química nos Estados Unidos. Dedicou sua vida como investigadora a trabalhar na área da saúde, em particular com os efeitos causados no coração e artérias por fatores como envelhecimento, tabagismo, hipertensão e colesterol. Além de se dedicar a investigação, ensinou bioquímica durante quinze anos no Colégio Albert Einsten da Universidade de Medicina de Yeshiva.

Marie Daly nasceu em Corona, Queens, bairro da cidade de Nova York, no dia 16 de abril de 1921. Seus pais, Iván C. Daly e Helen (Page) a encorajaram a estudar. Seu pai sonhou em ser químico e frequentou a Universidade de Cornell, porém não pode completar sua educação por motivos econômicos e se converteu em um empregado dos correios.  Marie frequentou escolas públicas locais no Queens e se graduou no Hunter College High School, em Manhatthan. Ela atribui seu interesse pela ciência a formação cientifica tanto de seu pai quanto da leitura de libros, como o “caçadores de micróbios” de Pablo DeKruif.

Daly se matriculou em química na Universidade de Queens e se formou em 1942. No ano seguinte recebeu seu M.S da universidade de Nova York e e logo foi para a Universidade de Columbia, onde entrou no programa de doutorado em bioquímica. Em 1948 fez história nessa universidade, convertendo-se na primeira mulher negra a obter um doutorado em química.

                                      

Daly começou a ensinar classes ainda quando estudante da universidade. Começou sua carreira de professora um ano antes de receber o doutorado, quando aceitou um posto na universidade Howard em Washington, DC, como instrutora em ciências físicas. Em 1951, ela retornou para Nova York, primeiro como investigadora convidada e logo como assistente no Instituto Rockefeller. Em 1955 já era associada de bioquímica no Serviço de Investigação da Universidade de Columbia no Hospital Memorial de GoldWater. Ali esteve até 1971 em que passou para professora associada de bioquímica e medicina no Colégio Albert Einsten da Universidade Yeshiva de Nova York.

Daly levou a cabo a maior parte de sua investigação em áreas relacionadas com os aspectos bioquímicos do metabolismo humano (como o corpo processa a energia que necessita) e o papel dos rins nesse processo. Ela também estudou a hipertensão e a aterosclerose. Seu último trabalho foi centrado no estudo do cultivo das células do musculo liso da artéria aorta. 



Durante sua carreira, ocupou vários cargos no ensino, como pesquisadora da Associação Americana do coração (1958-1963) e do Conselho de Investigação Médica de Nova York (1962-1972). Ela também foi membro do conselho de aterosclerose e da Associação Americana para o Avanço da Ciência, membro da Sociedade Americana de Química, membro do conselho de administração da Academia de ciências de Nova York (1974-1976), membro da Sociedade Harvey e da Sociedade Americana de químicos biológicos. Além disso, ela participou da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas negras, da Associação Nacional de Empresas de Mulheres e  Negros, e Phi Beta Kappa e Sigma Xi. Em 1988, Daly contribuiu para um fundo de bolsas estabelecido no Queens College para ajudar estudantes afroamericanos interessados ​​em ciência. Daly, que casou com Vincent Clark, em 1961, se aposentou em 1986.


Traduzido do Artículos del Portal Red de Salud de Cuba

17:37 Mulheres na ciência


Marie Maynard Daly (1921-2003), bioquímica, foi a primeira mulher negra a obter um doutorado em química nos Estados Unidos. Dedicou sua vida como investigadora a trabalhar na área da saúde, em particular com os efeitos causados no coração e artérias por fatores como envelhecimento, tabagismo, hipertensão e colesterol. Além de se dedicar a investigação, ensinou bioquímica durante quinze anos no Colégio Albert Einsten da Universidade de Medicina de Yeshiva.

Marie Daly nasceu em Corona, Queens, bairro da cidade de Nova York, no dia 16 de abril de 1921. Seus pais, Iván C. Daly e Helen (Page) a encorajaram a estudar. Seu pai sonhou em ser químico e frequentou a Universidade de Cornell, porém não pode completar sua educação por motivos econômicos e se converteu em um empregado dos correios.  Marie frequentou escolas públicas locais no Queens e se graduou no Hunter College High School, em Manhatthan. Ela atribui seu interesse pela ciência a formação cientifica tanto de seu pai quanto da leitura de libros, como o “caçadores de micróbios” de Pablo DeKruif.

Daly se matriculou em química na Universidade de Queens e se formou em 1942. No ano seguinte recebeu seu M.S da universidade de Nova York e e logo foi para a Universidade de Columbia, onde entrou no programa de doutorado em bioquímica. Em 1948 fez história nessa universidade, convertendo-se na primeira mulher negra a obter um doutorado em química.

                                      

Daly começou a ensinar classes ainda quando estudante da universidade. Começou sua carreira de professora um ano antes de receber o doutorado, quando aceitou um posto na universidade Howard em Washington, DC, como instrutora em ciências físicas. Em 1951, ela retornou para Nova York, primeiro como investigadora convidada e logo como assistente no Instituto Rockefeller. Em 1955 já era associada de bioquímica no Serviço de Investigação da Universidade de Columbia no Hospital Memorial de GoldWater. Ali esteve até 1971 em que passou para professora associada de bioquímica e medicina no Colégio Albert Einsten da Universidade Yeshiva de Nova York.

Daly levou a cabo a maior parte de sua investigação em áreas relacionadas com os aspectos bioquímicos do metabolismo humano (como o corpo processa a energia que necessita) e o papel dos rins nesse processo. Ela também estudou a hipertensão e a aterosclerose. Seu último trabalho foi centrado no estudo do cultivo das células do musculo liso da artéria aorta. 



Durante sua carreira, ocupou vários cargos no ensino, como pesquisadora da Associação Americana do coração (1958-1963) e do Conselho de Investigação Médica de Nova York (1962-1972). Ela também foi membro do conselho de aterosclerose e da Associação Americana para o Avanço da Ciência, membro da Sociedade Americana de Química, membro do conselho de administração da Academia de ciências de Nova York (1974-1976), membro da Sociedade Harvey e da Sociedade Americana de químicos biológicos. Além disso, ela participou da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas negras, da Associação Nacional de Empresas de Mulheres e  Negros, e Phi Beta Kappa e Sigma Xi. Em 1988, Daly contribuiu para um fundo de bolsas estabelecido no Queens College para ajudar estudantes afroamericanos interessados ​​em ciência. Daly, que casou com Vincent Clark, em 1961, se aposentou em 1986.


Traduzido do Artículos del Portal Red de Salud de Cuba

sábado, 27 de setembro de 2014






Hedy Lamarr nasceu em 1914 em  Viena, Austria. Atriz de cinema e inventora austríaca.

Filha de um banqueiro e de uma pianista nasceu com o nome de Hedwig Eva Maria Kiesler. Recebeu uma sólida formação e desde criança se destacou por sua beleza e inteligência brilhante; Aos 16 anos iniciou seus estudos em engenharia, porém poucos anos depois os abandonou para ingressar a Escola de Arte dramática de Berlim. Estreou no teatro e logo se dedicou ao cinema. Trabalhou como atriz na Europa, até que fez o filme Ecstasy, em 1933, no qual apareceu nua em um lago, e depois do escândalo para época, se viu forçada a deixar de filmar.

Ela se casou aso 19 anos, por vontade de seus pais, com o fabricante de armas austríaco Friedrich Mandl (1900-1977), quem comprou todas as copias da película Ecstasy para destruir. Marido dominante e membro do partido nazista, a deixava trancada em sua casa e só saia junto com ele para assistir a reuniões sociais, com homens de Hitler e Mussolini. Nessas reuniões se falava em detalhes sobre a guerra, sobre tudo das armas, o que Hedy Lamarr aproveitou para copiar toda a informação; Enquanto isso, na solidão da sua casa, seguiu seus estudos em engenharia.

Depois de 4 anos de casamento, valente e decidida, escapou de seu marido, indo a Paris, Londres e finalmente a Hollywood, Estados Unidos; Sob a proteção de Louis Mayer dos estúdios MGM, recomeçou sua carreira de atriz de cinema, com um novo nome: Hedy Lamarr. Esteve debaixo das ordens dos diretores mais renomados da época e compartilhou elencos com os principais atores de Hollywood.

Em 1940 ela conheceu o músico e compositor George Antheil (1900-1959) em uma festa de Hollywood em 1940. George Antheil era compositor e escrevia na Esquire artigos sobre endocrinologia aplicada a sedução. Eles se encontram em um jantar. Hedy pergunta se poderia fazer algo para aumentar o tamanho de seus seios. Anedotas a parte, o encontro foi magnético.

Antheil era um musico que experimentava o controle autômato dos instrumentos musicais, como pode ser observado em Ballet Mécanique, uma mistura sonora de pianos, martelos e hélices de avião que provocaram um escândalo. Ele, através de um sistema de rádio controle foi capaz de fazer funcionar 8 pianos de vez.

Entre as festas para captar fundos para guerra e os filmes, Hedy e George idealizaram um sistema no qual os torpedos acionados igualmente por rádio controle, não dependiam de uma única frequência, mas sim saltavam continuamente entre 88 frequências, as quais faziam praticamente impossíveis de serem interceptadas pelos alemães. O invento foi patenteado por ambos em 1942. Contudo a Armada considerava excessivamente complicado de implementar e, as vezes o denegria dizendo que não passava de um mecanismo de piano. O invento, ficou na gaveta de patentes, esquecido.

Fragmento da patente de Hedy e George
Quinze anos depois, a eletrônica havia sofrido um grande avanço tecnológico graças ao desenvolvimento dos transistores, o que permitiu que a armada americana se interessasse pelo invento de Lamarr e Antheil, já que facilitava enormemente o seu funcionamento. Em 1957 foi utilizado em uma bóia radio controlada e em 1962 foi utilizada na crise dos misseis de Cuba, mas para fornecer informações de forma segura ter as embarcações que participavam do bloqueio naval. A partir dali, este sistema foi utilizado amplamente na guia de misseis, no desenvolvimento da tecnologia GPS e inclusive no funcionamento dos celulares, aparelhos wifi e bluethooth. Ambos não receberam nenhum dinheiro pela invenção a patente havia expirado.

Hedy Lamarr, paralelamente a tudo isto, se converteu em uma pessoa taciturna, que acabou abandonando sua carreira em 1958, depois de uma série de fracassos pessoais e profissionais. Obcecada com a beleza que estava indo embora, submeteu-se a cirurgias plásticas e terminou como uma caricatura do havia chegado a ser. Apesar disso, ela continuou inventando, como um comprimido que dissolvido em água proporcionava um refrigerante de cola e uma coleira de cachorro com propriedades fluorescentes.

A Eletronic Frontier Foundation deu um prêmio de pioneiro para Lamarr e, a titulo póstumo, George Antheil em uma cerimônia realizada em San Francisco em 1997. Mas ela não foi receber o prêmio devido a aparência, por isso o filho foi representa-la. Nesse mesmo ano, Lamarr e Antheil receberam o Bulbie Gnass Spirit of Achievement Award, assim como una distinção honorária concedida pelo projeto Milstar.

Um ano mais tarde, Hedy recebeu em Viena a medalha Viktor Kaplan, outorgada pela Associação Austríaca de Inventores e Titulares de Patentes.

Ela morreu na Flórida, nos EUA, em 2000. Suas cinzas foram espalhadas nos bosques de Viena, lugar onde nasceu.



Traduzido do Mujeres que Hacen la História e do El País Archivo




20:39 Mulheres na ciência





Hedy Lamarr nasceu em 1914 em  Viena, Austria. Atriz de cinema e inventora austríaca.

Filha de um banqueiro e de uma pianista nasceu com o nome de Hedwig Eva Maria Kiesler. Recebeu uma sólida formação e desde criança se destacou por sua beleza e inteligência brilhante; Aos 16 anos iniciou seus estudos em engenharia, porém poucos anos depois os abandonou para ingressar a Escola de Arte dramática de Berlim. Estreou no teatro e logo se dedicou ao cinema. Trabalhou como atriz na Europa, até que fez o filme Ecstasy, em 1933, no qual apareceu nua em um lago, e depois do escândalo para época, se viu forçada a deixar de filmar.

Ela se casou aso 19 anos, por vontade de seus pais, com o fabricante de armas austríaco Friedrich Mandl (1900-1977), quem comprou todas as copias da película Ecstasy para destruir. Marido dominante e membro do partido nazista, a deixava trancada em sua casa e só saia junto com ele para assistir a reuniões sociais, com homens de Hitler e Mussolini. Nessas reuniões se falava em detalhes sobre a guerra, sobre tudo das armas, o que Hedy Lamarr aproveitou para copiar toda a informação; Enquanto isso, na solidão da sua casa, seguiu seus estudos em engenharia.

Depois de 4 anos de casamento, valente e decidida, escapou de seu marido, indo a Paris, Londres e finalmente a Hollywood, Estados Unidos; Sob a proteção de Louis Mayer dos estúdios MGM, recomeçou sua carreira de atriz de cinema, com um novo nome: Hedy Lamarr. Esteve debaixo das ordens dos diretores mais renomados da época e compartilhou elencos com os principais atores de Hollywood.

Em 1940 ela conheceu o músico e compositor George Antheil (1900-1959) em uma festa de Hollywood em 1940. George Antheil era compositor e escrevia na Esquire artigos sobre endocrinologia aplicada a sedução. Eles se encontram em um jantar. Hedy pergunta se poderia fazer algo para aumentar o tamanho de seus seios. Anedotas a parte, o encontro foi magnético.

Antheil era um musico que experimentava o controle autômato dos instrumentos musicais, como pode ser observado em Ballet Mécanique, uma mistura sonora de pianos, martelos e hélices de avião que provocaram um escândalo. Ele, através de um sistema de rádio controle foi capaz de fazer funcionar 8 pianos de vez.

Entre as festas para captar fundos para guerra e os filmes, Hedy e George idealizaram um sistema no qual os torpedos acionados igualmente por rádio controle, não dependiam de uma única frequência, mas sim saltavam continuamente entre 88 frequências, as quais faziam praticamente impossíveis de serem interceptadas pelos alemães. O invento foi patenteado por ambos em 1942. Contudo a Armada considerava excessivamente complicado de implementar e, as vezes o denegria dizendo que não passava de um mecanismo de piano. O invento, ficou na gaveta de patentes, esquecido.

Fragmento da patente de Hedy e George
Quinze anos depois, a eletrônica havia sofrido um grande avanço tecnológico graças ao desenvolvimento dos transistores, o que permitiu que a armada americana se interessasse pelo invento de Lamarr e Antheil, já que facilitava enormemente o seu funcionamento. Em 1957 foi utilizado em uma bóia radio controlada e em 1962 foi utilizada na crise dos misseis de Cuba, mas para fornecer informações de forma segura ter as embarcações que participavam do bloqueio naval. A partir dali, este sistema foi utilizado amplamente na guia de misseis, no desenvolvimento da tecnologia GPS e inclusive no funcionamento dos celulares, aparelhos wifi e bluethooth. Ambos não receberam nenhum dinheiro pela invenção a patente havia expirado.

Hedy Lamarr, paralelamente a tudo isto, se converteu em uma pessoa taciturna, que acabou abandonando sua carreira em 1958, depois de uma série de fracassos pessoais e profissionais. Obcecada com a beleza que estava indo embora, submeteu-se a cirurgias plásticas e terminou como uma caricatura do havia chegado a ser. Apesar disso, ela continuou inventando, como um comprimido que dissolvido em água proporcionava um refrigerante de cola e uma coleira de cachorro com propriedades fluorescentes.

A Eletronic Frontier Foundation deu um prêmio de pioneiro para Lamarr e, a titulo póstumo, George Antheil em uma cerimônia realizada em San Francisco em 1997. Mas ela não foi receber o prêmio devido a aparência, por isso o filho foi representa-la. Nesse mesmo ano, Lamarr e Antheil receberam o Bulbie Gnass Spirit of Achievement Award, assim como una distinção honorária concedida pelo projeto Milstar.

Um ano mais tarde, Hedy recebeu em Viena a medalha Viktor Kaplan, outorgada pela Associação Austríaca de Inventores e Titulares de Patentes.

Ela morreu na Flórida, nos EUA, em 2000. Suas cinzas foram espalhadas nos bosques de Viena, lugar onde nasceu.



Traduzido do Mujeres que Hacen la História e do El País Archivo




domingo, 21 de setembro de 2014

                                                          
Graça Murray Hopper nasceu em Nova York em 09 de dezembro de 1906. Na sua família os estudos eram considerados como fundamentais para o desenvolvimento do pessoal, que acreditava-se que homens e mulheres devem ter as mesmas oportunidades. Os seus pais a incentivavam a não seguir os modelos da sociedade da época. Isso, unido com as qualidades para a ciência em geral, e as matemáticas em particular, que Grace mostrou desde a infância, fizeram com que estudasse até a universidade.

Durante o secundário estudou no Vassar College , onde se graduou em matemática e física, e mais tarde recebeu seu doutorado em matemática na Universidade de Yale (primeira mulher consegui-lo), sob a supervisão do matemático norueguês Øystein Ore .

Apesar de tudo isso, e de que estava trabalhando como professora, a vida de Grace Hopper seguiria um caminho em principio muito diferente do que marcava seus estudos. Talvez inspirada por seu bisavô, que era militar (Alexander Russell , o almirante da Marinha dos Estados Unidos), Grace entrou na Marinha dos Estados Unidos (não sem dificuldades, pois na primeira tentativa tinha o peso abaixo do mínimo), tornando-se a número um em sua classe e deixando-a com a patente de tenente júnior.

Como não poderia ser de outra forma, Hopper passou a ter uma ocupação de acordo com a sua formação. Especificamente, ele ficou sob o comando do matemático Howard Aiken , principal desenvolvedor do computador Mark I. A relação de trabalho entre Aiken e Hopper foi muito bem sucedida, atingindo escrita colaborativa vários artigos sobre Mark I e seus sucessores, o Mark II e Mark III.
Relatório escrito por Hopper com o primeiro bug
(uma mariposa) encontrado

Neste contexto, Hopper está relacionada a um dos momentos mais curiosos da história da computação, já qui foi encontrado no Mark II o primeiro bug real. A história é mais ou menos a seguinte: erros foram detectados no Mark II e, após a verificação, foi encontrado um pequeno inseto (bug em inglês) entre as conexões. O caso foi um problema e partiu daí o nome para os erros de software. Hopper que difundiu esta designação para erros de computador.

Em meados da década de 50 do século XX, Hopper foi contratada em empresa privada como matemática sênior. Esta empresa foi chamada na época de Eckert-Maunchly Corporação e lá estavam John Presper Eckert e John Mauchly William, pais do famoso ENIAC. Hopper foi para contribuir com desenvolvimento da ciência da computação para além dos seus usos predominantemente militares, e ela fez. Grace desenvolveu o primeiro compilador da história e o primeiro compilador para processamento de dados que usava comandos em Inglês: o FLOW-MATIC.

Mas as coisas não pararam por aí. Hopper queria ir um pouco mais longe para tentar criar uma linguagem de programação em que o computador entende Inglês, a língua dos negócios, e que poderia ser usada em qualquer computador. Essas ideias formaram a base do Common Business- Oriented Language (COBOL), e um par de anos depois foi criada uma comissão para projetar a língua.  Grace é conhecida como "vovó COBOL".

Alguns anos mais tarde, em 1966, Hopper teve de se aposentar da Marinha, devido à idade, mas logo depois foi chamada de volta para ajudar com o pagamento eletrônico da folha de pagamento por um curto tempo. Mas o que a princípio seriam de 6 meses, foram convertidos em vários anos. Em 1973, Grace Hopper foi retirada da reserva e nomeada capitã. Aposentou-se da marinha em 1986, já como contra-almirante.

Entre os muitos prêmios que Grace Hopper recebeu, encontram-se mais de 40 doutorados honoris causa, a medalha de Serviço Distinto da Defesa a Medalha Nacional de Tecnologia, e um destróier da Marinha americana leva seu nome: USS Hopper (DDG -70) .

Desde 1971 é entregado o Prêmio Grace Murray Hopper pela ACM (Association for Computer Machinery). Entre os vencedores incluem nomes famosos do computador moderno como Donald Knuth (primeiro prémio, 1971), Stephen Wozniak (1979) e o Richard Stallman (1990).

E desde 1994 (e, anualmente, desde 2006) é realizada em sua honra o Congresso Grace Hopper Celebration of Women in Computing .

Ela faleceu em 1 de janeiro de 1992, aos 85 anos de idade. Definitivamente uma mulher extremamente interessante, uma pessoa à frente de seu tempo e um cientista determinada que a informática deve muito do que é hoje.


Traduzido do Gaussianos

14:54 Mulheres na ciência
                                                          
Graça Murray Hopper nasceu em Nova York em 09 de dezembro de 1906. Na sua família os estudos eram considerados como fundamentais para o desenvolvimento do pessoal, que acreditava-se que homens e mulheres devem ter as mesmas oportunidades. Os seus pais a incentivavam a não seguir os modelos da sociedade da época. Isso, unido com as qualidades para a ciência em geral, e as matemáticas em particular, que Grace mostrou desde a infância, fizeram com que estudasse até a universidade.

Durante o secundário estudou no Vassar College , onde se graduou em matemática e física, e mais tarde recebeu seu doutorado em matemática na Universidade de Yale (primeira mulher consegui-lo), sob a supervisão do matemático norueguês Øystein Ore .

Apesar de tudo isso, e de que estava trabalhando como professora, a vida de Grace Hopper seguiria um caminho em principio muito diferente do que marcava seus estudos. Talvez inspirada por seu bisavô, que era militar (Alexander Russell , o almirante da Marinha dos Estados Unidos), Grace entrou na Marinha dos Estados Unidos (não sem dificuldades, pois na primeira tentativa tinha o peso abaixo do mínimo), tornando-se a número um em sua classe e deixando-a com a patente de tenente júnior.

Como não poderia ser de outra forma, Hopper passou a ter uma ocupação de acordo com a sua formação. Especificamente, ele ficou sob o comando do matemático Howard Aiken , principal desenvolvedor do computador Mark I. A relação de trabalho entre Aiken e Hopper foi muito bem sucedida, atingindo escrita colaborativa vários artigos sobre Mark I e seus sucessores, o Mark II e Mark III.
Relatório escrito por Hopper com o primeiro bug
(uma mariposa) encontrado

Neste contexto, Hopper está relacionada a um dos momentos mais curiosos da história da computação, já qui foi encontrado no Mark II o primeiro bug real. A história é mais ou menos a seguinte: erros foram detectados no Mark II e, após a verificação, foi encontrado um pequeno inseto (bug em inglês) entre as conexões. O caso foi um problema e partiu daí o nome para os erros de software. Hopper que difundiu esta designação para erros de computador.

Em meados da década de 50 do século XX, Hopper foi contratada em empresa privada como matemática sênior. Esta empresa foi chamada na época de Eckert-Maunchly Corporação e lá estavam John Presper Eckert e John Mauchly William, pais do famoso ENIAC. Hopper foi para contribuir com desenvolvimento da ciência da computação para além dos seus usos predominantemente militares, e ela fez. Grace desenvolveu o primeiro compilador da história e o primeiro compilador para processamento de dados que usava comandos em Inglês: o FLOW-MATIC.

Mas as coisas não pararam por aí. Hopper queria ir um pouco mais longe para tentar criar uma linguagem de programação em que o computador entende Inglês, a língua dos negócios, e que poderia ser usada em qualquer computador. Essas ideias formaram a base do Common Business- Oriented Language (COBOL), e um par de anos depois foi criada uma comissão para projetar a língua.  Grace é conhecida como "vovó COBOL".

Alguns anos mais tarde, em 1966, Hopper teve de se aposentar da Marinha, devido à idade, mas logo depois foi chamada de volta para ajudar com o pagamento eletrônico da folha de pagamento por um curto tempo. Mas o que a princípio seriam de 6 meses, foram convertidos em vários anos. Em 1973, Grace Hopper foi retirada da reserva e nomeada capitã. Aposentou-se da marinha em 1986, já como contra-almirante.

Entre os muitos prêmios que Grace Hopper recebeu, encontram-se mais de 40 doutorados honoris causa, a medalha de Serviço Distinto da Defesa a Medalha Nacional de Tecnologia, e um destróier da Marinha americana leva seu nome: USS Hopper (DDG -70) .

Desde 1971 é entregado o Prêmio Grace Murray Hopper pela ACM (Association for Computer Machinery). Entre os vencedores incluem nomes famosos do computador moderno como Donald Knuth (primeiro prémio, 1971), Stephen Wozniak (1979) e o Richard Stallman (1990).

E desde 1994 (e, anualmente, desde 2006) é realizada em sua honra o Congresso Grace Hopper Celebration of Women in Computing .

Ela faleceu em 1 de janeiro de 1992, aos 85 anos de idade. Definitivamente uma mulher extremamente interessante, uma pessoa à frente de seu tempo e um cientista determinada que a informática deve muito do que é hoje.


Traduzido do Gaussianos

terça-feira, 9 de setembro de 2014


Quando Patricia Bath nasceu, em 04 de novembro de 1942, ela poderia ter sucumbido às pressões e tensões associadas a crescer em Harlem, Nova York. Com a incerteza presente por causa da Segunda Guerra Mundial e os desafios para os membros das comunidades negras na década de 1940, pode-se pouco esperar que uma cientista emergiria de seu meio. Patricia Bath, no entanto, viu apenas emoção e oportunidades em seu futuro, sentimentos incutidos por seus pais. Seu pai, Rupert, foi o primeiro maquinista negro do sistema de metrô de Nova York, serviu como um marinheiro mercante, viajou para o exterior e escreveu uma coluna de jornal. Sua mãe, Gladys, era descendente de escravos africanos e nativos americanos Cherokee. Ela trabalhou como empregada doméstica para poupar dinheiro para a educação de seus filhos. Rupert foi capaz de contar suas histórias filha sobre suas viagens ao redor do mundo, aprofundando a sua curiosidade sobre as pessoas em outros países e suas lutas. Sua mãe a incentivou a ler constantemente e ampliou o interesse de Patricia na ciência, comprando-lhe um conjunto de química. 

 Bath foi inscrita no Charles Evans Hughes High School, em Nova York, onde ela atuou como editora de um trabalho de ciências da escola. Em 1959, ela foi selecionada a partir de um grande número de estudantes de todo o país para um programa de verão na Universidade Yeshiva (Nova York), patrocinado pela National Science Foundation. Com apenas 16 anos ela trabalhou no campo da pesquisa do câncer sob a tutela do Dr. Robert Bernard e do rabino Moses D. Tendler. Durante o programa ela desenvolveu um número de teorias sobre o crescimento do cancro e no fim do Verão ofereceu uma equação matemática que poderia ser utilizada para prever a taxa de crescimento de um cancro. O Dr Bernad ficou tão impressionado com ela que incorporou partes de sua pesquisa em um artigo científico conjunto, o qual ele apresentou em uma conferência em Washington, DC. Devido à publicidade resultante de seu trabalho, a revista Mademoiselle apresentado Patricia com o Prêmio Mérito 1960. 

Patricia Bathin formou-se com um diploma de Bacharel em Artes pelo Hunter College, em Nova York. Logo depois, ela se matriculou na faculdade de medicina na Universidade Howard, em Washington, DC. Na escola de medicina, ela participou de um programa de verão na Iugoslávia, com foco em pediatria pesquisa. O programa, patrocinado por uma bolsa do governo, permitiu-lhe viajar para o exterior pela primeira vez e para ganhar experiência internacional. Ela se formou com honras de Howard em 1968.

Patricia voltou para Nova York, no outono de 1968 para trabalhar como estagiária no Harlem Hospital e aceitou uma bolsa de estudos em oftalmologia na Universidade de Columbia, um ano depois. Ao trabalhar nos dois ambientes distintos, ela foi capaz de fazer uma observação clara e alarmante. Na Clínica de Olhos em Harlem, notou que muitos dos pacientes sofreram cegueira enquanto poucos no Columbia Eye Clinic sofriam. Depois de mais investigações ela concluiu em um relatório, bem recebido, que os negros eram duas vezes mais propensos a sofrer de cegueira do que a população em geral. Outras pesquisas revelaram que os negros eram oito vezes mais propensos a sofrer de cegueira como resultado de glaucoma do que os brancos. Bath acredita que a principal explicação para esta disparidade foi a falta de acesso a atendimento oftalmológico para os negros e outras pessoas pobres. Este acabaria por levar à sua promoção do conceito de Oftalmologia Comunitária, que funcionaria como um programa de extensão, com o envio de voluntários para a comunidade, assim eles poderiam salvar a visão dos idosos e fornecer óculos que ajudavam as crianças na escola, evitando problemas de visão no futuro. 

Patricia mudou-se para a Universidade de Nova York em 1970 (até 1973), onde ela se tornou a primeira pessoa negra a completar uma residência em oftalmologia. Em 1974, Bath mudou para a Califórnia e se tornou um membro do corpo docente da UCLA e do Charles R. de Drew University. Ao longo dos próximos nove anos, ela iria servir em várias capacidades, e em 1983, co-fundou e presidiu o Programa de Formação de Oftalmologia de Residência para Drew / UCLA.  Em 1976, ela co-fundou o Instituto Americano para a Prevenção da Cegueira, baseado no princípio de que "a visão é um direito humano básico."


Depois de viajar ao redor do mundo oferecendo seus serviços e trazer a consciência para problemas de visão, Bath se acomodou em sua pesquisa na UCLA. Ela ponderou os problemas associados ao tratamento das doenças catarata nos Estados Unidos. A catarata é caracterizada por uma nebulosidade que ocorre no interior da lente do olho, causando visão turva e frequentemente a cegueira. O tratamento padrão é usar métodos cirúrgicos tradicionais para remover o cristalino danificado. Bath concebeu uma abordagem mais segura, mais rápida e precisa da cirurgia catarata.

Em 1981, ela começou a trabalhar em sua mais conhecida invenção, a qual ela chamaria de "Sonda Laserphaco" O dispositivo utiliza um laser, bem como dois tubos, um para irrigação e outro para aspiração (sucção). O laser é usado para fazer uma pequena incisão no olho e a sua energia vaporizava as cataratas dentro de um par de minutos. A lente danificada é lavada com líquidos e, em seguida, é extraída suavemente pelo tubo de sucção. Com os líquidos ainda dentro dos olhos, uma nova lente é facilmente inserida. Além disso, este procedimento pode ser utilizado para a cirurgia de catarata inicial e pode eliminar a maior parte do desconforto esperado, enquanto tem um aumento da exatidão da cirurgia. Ela foi capaz de encontrar a sonda a laser que precisava em Berlim, na Alemanha, e testou com sucesso o dispositivo descrito como um "aparelho para ablação e remover as lentes de catarata". Patricia Bath buscou proteção de patente para o seu dispositivo e recebeu várias de diversos países ao redor do mundo. Ela pretende utilizar os recursos de suas licenças de patentes para beneficiar o AIPB.

Patricia Bath aposentou-se da UCLA em 1993 e continua a defender o cuidado da visão.

12:44 Mulheres na ciência

Quando Patricia Bath nasceu, em 04 de novembro de 1942, ela poderia ter sucumbido às pressões e tensões associadas a crescer em Harlem, Nova York. Com a incerteza presente por causa da Segunda Guerra Mundial e os desafios para os membros das comunidades negras na década de 1940, pode-se pouco esperar que uma cientista emergiria de seu meio. Patricia Bath, no entanto, viu apenas emoção e oportunidades em seu futuro, sentimentos incutidos por seus pais. Seu pai, Rupert, foi o primeiro maquinista negro do sistema de metrô de Nova York, serviu como um marinheiro mercante, viajou para o exterior e escreveu uma coluna de jornal. Sua mãe, Gladys, era descendente de escravos africanos e nativos americanos Cherokee. Ela trabalhou como empregada doméstica para poupar dinheiro para a educação de seus filhos. Rupert foi capaz de contar suas histórias filha sobre suas viagens ao redor do mundo, aprofundando a sua curiosidade sobre as pessoas em outros países e suas lutas. Sua mãe a incentivou a ler constantemente e ampliou o interesse de Patricia na ciência, comprando-lhe um conjunto de química. 

 Bath foi inscrita no Charles Evans Hughes High School, em Nova York, onde ela atuou como editora de um trabalho de ciências da escola. Em 1959, ela foi selecionada a partir de um grande número de estudantes de todo o país para um programa de verão na Universidade Yeshiva (Nova York), patrocinado pela National Science Foundation. Com apenas 16 anos ela trabalhou no campo da pesquisa do câncer sob a tutela do Dr. Robert Bernard e do rabino Moses D. Tendler. Durante o programa ela desenvolveu um número de teorias sobre o crescimento do cancro e no fim do Verão ofereceu uma equação matemática que poderia ser utilizada para prever a taxa de crescimento de um cancro. O Dr Bernad ficou tão impressionado com ela que incorporou partes de sua pesquisa em um artigo científico conjunto, o qual ele apresentou em uma conferência em Washington, DC. Devido à publicidade resultante de seu trabalho, a revista Mademoiselle apresentado Patricia com o Prêmio Mérito 1960. 

Patricia Bathin formou-se com um diploma de Bacharel em Artes pelo Hunter College, em Nova York. Logo depois, ela se matriculou na faculdade de medicina na Universidade Howard, em Washington, DC. Na escola de medicina, ela participou de um programa de verão na Iugoslávia, com foco em pediatria pesquisa. O programa, patrocinado por uma bolsa do governo, permitiu-lhe viajar para o exterior pela primeira vez e para ganhar experiência internacional. Ela se formou com honras de Howard em 1968.

Patricia voltou para Nova York, no outono de 1968 para trabalhar como estagiária no Harlem Hospital e aceitou uma bolsa de estudos em oftalmologia na Universidade de Columbia, um ano depois. Ao trabalhar nos dois ambientes distintos, ela foi capaz de fazer uma observação clara e alarmante. Na Clínica de Olhos em Harlem, notou que muitos dos pacientes sofreram cegueira enquanto poucos no Columbia Eye Clinic sofriam. Depois de mais investigações ela concluiu em um relatório, bem recebido, que os negros eram duas vezes mais propensos a sofrer de cegueira do que a população em geral. Outras pesquisas revelaram que os negros eram oito vezes mais propensos a sofrer de cegueira como resultado de glaucoma do que os brancos. Bath acredita que a principal explicação para esta disparidade foi a falta de acesso a atendimento oftalmológico para os negros e outras pessoas pobres. Este acabaria por levar à sua promoção do conceito de Oftalmologia Comunitária, que funcionaria como um programa de extensão, com o envio de voluntários para a comunidade, assim eles poderiam salvar a visão dos idosos e fornecer óculos que ajudavam as crianças na escola, evitando problemas de visão no futuro. 

Patricia mudou-se para a Universidade de Nova York em 1970 (até 1973), onde ela se tornou a primeira pessoa negra a completar uma residência em oftalmologia. Em 1974, Bath mudou para a Califórnia e se tornou um membro do corpo docente da UCLA e do Charles R. de Drew University. Ao longo dos próximos nove anos, ela iria servir em várias capacidades, e em 1983, co-fundou e presidiu o Programa de Formação de Oftalmologia de Residência para Drew / UCLA.  Em 1976, ela co-fundou o Instituto Americano para a Prevenção da Cegueira, baseado no princípio de que "a visão é um direito humano básico."


Depois de viajar ao redor do mundo oferecendo seus serviços e trazer a consciência para problemas de visão, Bath se acomodou em sua pesquisa na UCLA. Ela ponderou os problemas associados ao tratamento das doenças catarata nos Estados Unidos. A catarata é caracterizada por uma nebulosidade que ocorre no interior da lente do olho, causando visão turva e frequentemente a cegueira. O tratamento padrão é usar métodos cirúrgicos tradicionais para remover o cristalino danificado. Bath concebeu uma abordagem mais segura, mais rápida e precisa da cirurgia catarata.

Em 1981, ela começou a trabalhar em sua mais conhecida invenção, a qual ela chamaria de "Sonda Laserphaco" O dispositivo utiliza um laser, bem como dois tubos, um para irrigação e outro para aspiração (sucção). O laser é usado para fazer uma pequena incisão no olho e a sua energia vaporizava as cataratas dentro de um par de minutos. A lente danificada é lavada com líquidos e, em seguida, é extraída suavemente pelo tubo de sucção. Com os líquidos ainda dentro dos olhos, uma nova lente é facilmente inserida. Além disso, este procedimento pode ser utilizado para a cirurgia de catarata inicial e pode eliminar a maior parte do desconforto esperado, enquanto tem um aumento da exatidão da cirurgia. Ela foi capaz de encontrar a sonda a laser que precisava em Berlim, na Alemanha, e testou com sucesso o dispositivo descrito como um "aparelho para ablação e remover as lentes de catarata". Patricia Bath buscou proteção de patente para o seu dispositivo e recebeu várias de diversos países ao redor do mundo. Ela pretende utilizar os recursos de suas licenças de patentes para beneficiar o AIPB.

Patricia Bath aposentou-se da UCLA em 1993 e continua a defender o cuidado da visão.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014



"A diferença entre um cientista e um não cientista é que nós temos uma curiosidade mórbida. A gente não se satisfaz só de olhar e de observar. Você quer saber como é por dentro, como é que funciona, por que é daquele jeito, como é que poderia ser diferente" - Mayana Zatz


Mayana é uma bióloga e importante geneticista. Ela é professora de Genética Humana e Médica do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Ela é diretora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e células-tronco e Instituto  de células-tronco em doenças genéticas. Mayana também participou da elaboração da Lei da Biossegurança, bem como argumentou para que a mesma fosse aprovada em 2005.

Mayana nasceu em Tel Aviv, Israel, em 1947, porém mudou-se com a família para a França durante a infância, e, em 1955, chegou ao Brasil.


Desde a infância interessou-se por Biologia e começou a dirigir preferencialmente sua atenção para este campo ainda no curso primário. Em 1967 teve seu primeiro contato com a Genética Humana, durante um estágio de dois meses, sob a orientação do Dr. Oswaldo Frota-Pessoa. O incentivo que recebeu deste grande Mestre nesta ocasião, que lhe mostrou as perspectivas de pesquisa neste campo, levaram-na a optar por esta especialidade dentro da genética.

Em julho de 1968, ainda como aluna de graduação, iniciou seu trabalho de pesquisas no Laboratório de Genética Humana do Departamento de Biologia do IBUSP, sob a orientação do Dr. Frota-Pessoa. Defendeu seu Mestrado, em 1970, em distrofias musculares progressivas.

Na fase de doutoramento, (defendido em 1974) ampliou este projeto, abrangendo estudos de ligação do gene da distrofia com outros marcadores do cromossomo X.

De 1975 a 1977 realizou seu pós-doutoramento na Universidade da Califórnia (UCLA), em genética de doenças neuromusculares, sob a orientação do Dr. Michael M. Kaback e Dr. David Campion, de quem recebeu grande incentivo para continuar esta linha de pesquisas.

De volta ao Brasil, em fins de 1977, implantou aqui as novas técnicas aprendidas nos Estados Unidos, montou um laboratório de pesquisas em miopatias hereditárias, e começou a orientar alunos de Mestrado e Doutorado.


Em 1981, fundou a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISTROFIA MUSCULAR ou ABDIM, com a finalidade de lutar para melhorar a qualidade de vida dos pacientes afetados por distrofias musculares e seus familiares. Hoje, a ABDIM atende mais de 100 crianças afetadas por distrofias, a maioria carentes, que são trazidas até a Associação, com transporte próprio ou com ônibus da USP.


Em 1989, implantou a tecnologia de Biologia Molecular no Centro de Miopatias com a colaboração da Dra. Maria Rita Passos-Bueno e Mariz Vainzof, o que permitiu um salto qualitativo no estudo das miopatias hereditárias. Com a implantação destas novas técnicas tem sido possível realizar pesquisas correlacionando o genótipo e o fenótipo (a nível molecular, proteico e quadro clínico) o que é fundamental na compreensão dos mecanismos moleculares responsáveis pelas doenças genéticas. Além da publicação de algumas dezenas de trabalhos científicos esses achados tem sido fundamentais na prevenção de novos casos através da identificação de casais em risco, e diagnóstico pré-natal.


Desde o início da carreira publicou mais de 100 trabalhos científicos, orientou 12 teses (8 de Mestrado e 4 de Doutorado) e atendeu mais de 11.000 pessoas pertencentes a famílias afetadas por neuropatias hereditárias. Ela ganhou prêmios importantes, como o Prêmio de apoio à pesquisa - Muscular Dystrophy Association - USA - 1986; Prêmio L'Oreal para Mulheres na Ciência - UNESCO - 200, o TWAS Prize in Basic Medical Sciences - Third World Academy of Sciences (TWAS) - set/2003; o Prêmio Faz a Diferença (área de Ciência), O Globo, em 2005; o Prêmio México de Ciência e Tecnologia 2008, em 2009; Prêmio Walter Schmidt em 2009.

Mayana também ganhou uma condecoração: Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico e Tecnológico - Presidencia da República do Brasil - ago/2000. Além de receber uma Medalha de Mérito Científico e Tecnológico do Governo do Estado de São Paulo em 2000.



Neste vídeo Mayana Zatz dá uma entrevista para o programa da Poli, vale a pena assistir!




Fonte: Academia Brasileira de Ciências


21:00 Mulheres na ciência


"A diferença entre um cientista e um não cientista é que nós temos uma curiosidade mórbida. A gente não se satisfaz só de olhar e de observar. Você quer saber como é por dentro, como é que funciona, por que é daquele jeito, como é que poderia ser diferente" - Mayana Zatz


Mayana é uma bióloga e importante geneticista. Ela é professora de Genética Humana e Médica do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Ela é diretora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e células-tronco e Instituto  de células-tronco em doenças genéticas. Mayana também participou da elaboração da Lei da Biossegurança, bem como argumentou para que a mesma fosse aprovada em 2005.

Mayana nasceu em Tel Aviv, Israel, em 1947, porém mudou-se com a família para a França durante a infância, e, em 1955, chegou ao Brasil.


Desde a infância interessou-se por Biologia e começou a dirigir preferencialmente sua atenção para este campo ainda no curso primário. Em 1967 teve seu primeiro contato com a Genética Humana, durante um estágio de dois meses, sob a orientação do Dr. Oswaldo Frota-Pessoa. O incentivo que recebeu deste grande Mestre nesta ocasião, que lhe mostrou as perspectivas de pesquisa neste campo, levaram-na a optar por esta especialidade dentro da genética.

Em julho de 1968, ainda como aluna de graduação, iniciou seu trabalho de pesquisas no Laboratório de Genética Humana do Departamento de Biologia do IBUSP, sob a orientação do Dr. Frota-Pessoa. Defendeu seu Mestrado, em 1970, em distrofias musculares progressivas.

Na fase de doutoramento, (defendido em 1974) ampliou este projeto, abrangendo estudos de ligação do gene da distrofia com outros marcadores do cromossomo X.

De 1975 a 1977 realizou seu pós-doutoramento na Universidade da Califórnia (UCLA), em genética de doenças neuromusculares, sob a orientação do Dr. Michael M. Kaback e Dr. David Campion, de quem recebeu grande incentivo para continuar esta linha de pesquisas.

De volta ao Brasil, em fins de 1977, implantou aqui as novas técnicas aprendidas nos Estados Unidos, montou um laboratório de pesquisas em miopatias hereditárias, e começou a orientar alunos de Mestrado e Doutorado.


Em 1981, fundou a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISTROFIA MUSCULAR ou ABDIM, com a finalidade de lutar para melhorar a qualidade de vida dos pacientes afetados por distrofias musculares e seus familiares. Hoje, a ABDIM atende mais de 100 crianças afetadas por distrofias, a maioria carentes, que são trazidas até a Associação, com transporte próprio ou com ônibus da USP.


Em 1989, implantou a tecnologia de Biologia Molecular no Centro de Miopatias com a colaboração da Dra. Maria Rita Passos-Bueno e Mariz Vainzof, o que permitiu um salto qualitativo no estudo das miopatias hereditárias. Com a implantação destas novas técnicas tem sido possível realizar pesquisas correlacionando o genótipo e o fenótipo (a nível molecular, proteico e quadro clínico) o que é fundamental na compreensão dos mecanismos moleculares responsáveis pelas doenças genéticas. Além da publicação de algumas dezenas de trabalhos científicos esses achados tem sido fundamentais na prevenção de novos casos através da identificação de casais em risco, e diagnóstico pré-natal.


Desde o início da carreira publicou mais de 100 trabalhos científicos, orientou 12 teses (8 de Mestrado e 4 de Doutorado) e atendeu mais de 11.000 pessoas pertencentes a famílias afetadas por neuropatias hereditárias. Ela ganhou prêmios importantes, como o Prêmio de apoio à pesquisa - Muscular Dystrophy Association - USA - 1986; Prêmio L'Oreal para Mulheres na Ciência - UNESCO - 200, o TWAS Prize in Basic Medical Sciences - Third World Academy of Sciences (TWAS) - set/2003; o Prêmio Faz a Diferença (área de Ciência), O Globo, em 2005; o Prêmio México de Ciência e Tecnologia 2008, em 2009; Prêmio Walter Schmidt em 2009.

Mayana também ganhou uma condecoração: Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico e Tecnológico - Presidencia da República do Brasil - ago/2000. Além de receber uma Medalha de Mérito Científico e Tecnológico do Governo do Estado de São Paulo em 2000.



Neste vídeo Mayana Zatz dá uma entrevista para o programa da Poli, vale a pena assistir!




Fonte: Academia Brasileira de Ciências


segunda-feira, 18 de agosto de 2014


 Cyntia Sin Nga Lam, de 17 anos, da Austrália está entre os 15 finalistas globais da Feira de Ciências do Google, já tínhamos falado dessa competição cientifica internacional on-line aqui. A Feira possui vários prêmios, Cynthia é uma das favoritas a ganhar o Voter’s Choice Award, prêmio dado ao projeto que tem o maior potencial de mudar o mundo.

Ela criou o H2PRO: Unidade Portátil de Geração de Eletricidade Fotocatalítica e de purificação de água.  A sua pesquisa tem o objetivo de desenvolver uma abordagem ecológica e econômica para gerar métodos de purificação de água e produção de energia sustentáveis.

Apesar de existirem dispositivos semelhantes, estes precisam de uma fonte externa de energia, dificultando o uso em locais remotos. Cyntia quer mudar este quadro utilizando a fotocatálise. O H2prO purifica águas residuais e produz hidrogênio para gerar eletricidade de forma sustentável por meio da fotocatálise. Na reação, os poluentes podem atuar como redutores para aumentar a produção de hidrogênio e, por conseguinte, a eficiência elétrica.

Cyntia espera que o projeto beneficie os mais humildes, os que precisam de socorro emergencial e até mesmo os usuários domésticos.

O projeto de Cyntia pode ser conferido, em inglês, aqui. Já para conhecer os outros finalistas é só acessar aqui.



O Voter’s Choice Award será decidido pela votação do público. Esta votação começa no dia 1º de setembro e termina no dia 22 de setembro de 2014 em Mountain View, na California. O vencedor receberá uma doação de 10 mil dólares do Google para ajudar a desenvolver seu projeto.

Para conhecer os projetos de todas as categorias e votar nos finalistas é só explorar o Google Science Fair 2014. Lá também é possível inscrever-se para receber uma notificação quando a Google Science Fair 2015 for lançada, assim você poderá inscrever o seu projeto ano que vem, que tal?!

16:41 Mulheres na ciência

 Cyntia Sin Nga Lam, de 17 anos, da Austrália está entre os 15 finalistas globais da Feira de Ciências do Google, já tínhamos falado dessa competição cientifica internacional on-line aqui. A Feira possui vários prêmios, Cynthia é uma das favoritas a ganhar o Voter’s Choice Award, prêmio dado ao projeto que tem o maior potencial de mudar o mundo.

Ela criou o H2PRO: Unidade Portátil de Geração de Eletricidade Fotocatalítica e de purificação de água.  A sua pesquisa tem o objetivo de desenvolver uma abordagem ecológica e econômica para gerar métodos de purificação de água e produção de energia sustentáveis.

Apesar de existirem dispositivos semelhantes, estes precisam de uma fonte externa de energia, dificultando o uso em locais remotos. Cyntia quer mudar este quadro utilizando a fotocatálise. O H2prO purifica águas residuais e produz hidrogênio para gerar eletricidade de forma sustentável por meio da fotocatálise. Na reação, os poluentes podem atuar como redutores para aumentar a produção de hidrogênio e, por conseguinte, a eficiência elétrica.

Cyntia espera que o projeto beneficie os mais humildes, os que precisam de socorro emergencial e até mesmo os usuários domésticos.

O projeto de Cyntia pode ser conferido, em inglês, aqui. Já para conhecer os outros finalistas é só acessar aqui.



O Voter’s Choice Award será decidido pela votação do público. Esta votação começa no dia 1º de setembro e termina no dia 22 de setembro de 2014 em Mountain View, na California. O vencedor receberá uma doação de 10 mil dólares do Google para ajudar a desenvolver seu projeto.

Para conhecer os projetos de todas as categorias e votar nos finalistas é só explorar o Google Science Fair 2014. Lá também é possível inscrever-se para receber uma notificação quando a Google Science Fair 2015 for lançada, assim você poderá inscrever o seu projeto ano que vem, que tal?!

sábado, 2 de agosto de 2014



Ela foi uma cientista da computação e matemática afro-americana. Um de seus principais feitos foi desenvolver códigos e programas de computador utilizados para estudar os efeitos das fontes de energia renováveis, como a produção de energia solar e eólica.


Planos para se tornar farmacêutica

Nascida em 23 de abril de 1933, em Birmingham, Alabama. Easley e seu irmão, seis anos mais velho, foram criados por sua mãe solteira.  A partir da quinta série até o ensino médio, Annie frequentou escolas paroquiais em Birmingham, graduando-se como oradora da turma. Embora sua mãe tenha lhe dito que se ela trabalhou duro, poderia tornar-se o que queria, Easley pensava que a enfermagem e ensino eram as únicas carreiras abertas para as mulheres negras. Como ela não queria ensinar, Easley intenção de se tornar uma enfermeira. No entanto, no ensino médio, ela começou a pensar em se ser um farmacêutica.

Annie estudou farmácia por dois anos na Universidade Xavier, uma escola católica negra em Nova Orleans, Louisiana. Em 1954 ela se casou e retornou brevemente para Birmingham. Ela trabalhou como professora substituta no Condado de Jefferson, Alabama, e ajudou os negros se prepararem para os testes de alfabetização que foram obrigados a passar, a fim de registrar para votar.

Após o marido de Easley ser dispensado do serviço militar, o casal se mudou para Cleveland, Ohio, para estar perto de sua família. Annie esperou continuar a sua educação, porém, o único programa de farmácia na região havia fechado.

Contratada como “Homem-Computador”

Um dia, em 1955, Annie leu  um artigo de jornal sobre irmãs gêmeas que trabalhavam como computadores para Comitê Consultivo Nacional para a Aeronáutica (NACA), antecessor da NASA no Centro de Pesquisa Lewis, em Cleveland. O trabalho parecia tão interessante que o dia seguinte Easley candidatou a um emprego lá.

Ela trabalhou na Divisão de Serviços de Informática, na realização de cálculos matemáticos complexos para a equipe de engenharia. Entre outros projetos, ela simulou condições para um reator nuclear a ser construído em Plum Creek, Ohio. Na época Annie foi uma dos, apenas, quatro negros entre os 2.500 funcionários da agência.  Quando uma foto de Annie e seus colegas de trabalho foi ampliada para exibição em uma casa laboratório aberta, seu rosto foi cortado da imagem.

Era o amanhecer da era espacial e os Estados Unidos estava competindo com a União Soviética. Em 1957, os soviéticos lançaram o Sputnik, o primeiro satélite a orbitar a Terra, e a corrida espacial aquecido. A NACA tornou-se NASA. Com a introdução dos computadores eletrônicos, os cargos dos computadores humanos foram alterados para o matemático ou técnico de contas. Dessa forma, Annie foi buscar mais qualificação e foi transferida. 


Centauro

Durante o final dos anos 1960 e 1970 Easley trabalhou em sistemas de foguetes de propulsão nuclear. Ela também trabalhou no Centauro, um foguete de alta energia. Foi lançado primeiro e com sucesso em 1963, ao longo dos próximos 30 anos, passou por um maior desenvolvimento e foi considerado uma das maiores conquistas do Centro de Pesquisa do Lewis. 

Na década de 1960 Easley voltou a ensinar na escola, tendo uma classe de cada vez. Na década de 1970 ela começou a tomar dois, depois três classes, enquanto trabalhava em tempo integral. Perto do final, ela tirou uma licença de três meses sem remuneração para terminar, ganhando seu título de bacharel em Matemática pela Cleveland State University, em 1977. Durante parte desse período, ela trabalhou um horário flexível de seis dias. Embora a NASA pagasse aos empregados por educação relacionada ao trabalho, Annie sempre “correu atrás” e pagou por seus próprios cursos. Contudo, uma vez que ela tinha ganhado seu diploma, o Departamento de Pessoal decidiu que ela precisava de cursos mais especializados para ser considerado uma profissional. Assim ela teve uma formação adicional patrocinada pela NASA, incluindo um curso em Houston, Texas.

Durante os anos 1970 Annie trabalhou em um projeto danos examinar a camada de ozônio. Com cortes maciços no programa espacial da NASA, Easley começou a trabalhar em problemas de energia. Ela desenvolveu e implementou programas de computador para determinar o vento solar e para a resolução de problemas de monitoramento de energia e de conversão, incluindo tecnologias para a energia eólica e energia solar. Um de seus estudos envolveram a determinação da vida útil das baterias de armazenamento utilizados em veículos elétricos

Annie e Lewis (NASA)

Após a crise energética da década de 1970, Easley estudou as vantagens econômicas de usinas de co-geração que obtiveram subprodutos do carvão e do vapor. Ela também foi responsável por monitorar o uso de eletricidade em Lewis.

Easley serviu como oficial de Igualdade de Oportunidades de Emprego de Lewis, investigando queixas de discriminação. Ela viajou para faculdades e universidades para recrutamento de engenheiros para o laboratório. Além disso, Annie muitas vezes representava a NASA nas escola e faculdades.

A vida social de Easley foi centrada em Lewis. Deste modo, ela fundou e atuou como a primeira presidente da NASA Lewis Ski Club. Ela também pertencia ao clube de corrida. Fora de Lewis, Annie J. Easley foi tutora de crianças em idade escolar que abandonaram a escola para que estas retornassem ao colégio.


Annie faleceu em 25 de junho de 2011, Cleveland, Ohio, EUA.

Traduzido do Encyclopedia
15:09 Mulheres na ciência


Ela foi uma cientista da computação e matemática afro-americana. Um de seus principais feitos foi desenvolver códigos e programas de computador utilizados para estudar os efeitos das fontes de energia renováveis, como a produção de energia solar e eólica.


Planos para se tornar farmacêutica

Nascida em 23 de abril de 1933, em Birmingham, Alabama. Easley e seu irmão, seis anos mais velho, foram criados por sua mãe solteira.  A partir da quinta série até o ensino médio, Annie frequentou escolas paroquiais em Birmingham, graduando-se como oradora da turma. Embora sua mãe tenha lhe dito que se ela trabalhou duro, poderia tornar-se o que queria, Easley pensava que a enfermagem e ensino eram as únicas carreiras abertas para as mulheres negras. Como ela não queria ensinar, Easley intenção de se tornar uma enfermeira. No entanto, no ensino médio, ela começou a pensar em se ser um farmacêutica.

Annie estudou farmácia por dois anos na Universidade Xavier, uma escola católica negra em Nova Orleans, Louisiana. Em 1954 ela se casou e retornou brevemente para Birmingham. Ela trabalhou como professora substituta no Condado de Jefferson, Alabama, e ajudou os negros se prepararem para os testes de alfabetização que foram obrigados a passar, a fim de registrar para votar.

Após o marido de Easley ser dispensado do serviço militar, o casal se mudou para Cleveland, Ohio, para estar perto de sua família. Annie esperou continuar a sua educação, porém, o único programa de farmácia na região havia fechado.

Contratada como “Homem-Computador”

Um dia, em 1955, Annie leu  um artigo de jornal sobre irmãs gêmeas que trabalhavam como computadores para Comitê Consultivo Nacional para a Aeronáutica (NACA), antecessor da NASA no Centro de Pesquisa Lewis, em Cleveland. O trabalho parecia tão interessante que o dia seguinte Easley candidatou a um emprego lá.

Ela trabalhou na Divisão de Serviços de Informática, na realização de cálculos matemáticos complexos para a equipe de engenharia. Entre outros projetos, ela simulou condições para um reator nuclear a ser construído em Plum Creek, Ohio. Na época Annie foi uma dos, apenas, quatro negros entre os 2.500 funcionários da agência.  Quando uma foto de Annie e seus colegas de trabalho foi ampliada para exibição em uma casa laboratório aberta, seu rosto foi cortado da imagem.

Era o amanhecer da era espacial e os Estados Unidos estava competindo com a União Soviética. Em 1957, os soviéticos lançaram o Sputnik, o primeiro satélite a orbitar a Terra, e a corrida espacial aquecido. A NACA tornou-se NASA. Com a introdução dos computadores eletrônicos, os cargos dos computadores humanos foram alterados para o matemático ou técnico de contas. Dessa forma, Annie foi buscar mais qualificação e foi transferida. 


Centauro

Durante o final dos anos 1960 e 1970 Easley trabalhou em sistemas de foguetes de propulsão nuclear. Ela também trabalhou no Centauro, um foguete de alta energia. Foi lançado primeiro e com sucesso em 1963, ao longo dos próximos 30 anos, passou por um maior desenvolvimento e foi considerado uma das maiores conquistas do Centro de Pesquisa do Lewis. 

Na década de 1960 Easley voltou a ensinar na escola, tendo uma classe de cada vez. Na década de 1970 ela começou a tomar dois, depois três classes, enquanto trabalhava em tempo integral. Perto do final, ela tirou uma licença de três meses sem remuneração para terminar, ganhando seu título de bacharel em Matemática pela Cleveland State University, em 1977. Durante parte desse período, ela trabalhou um horário flexível de seis dias. Embora a NASA pagasse aos empregados por educação relacionada ao trabalho, Annie sempre “correu atrás” e pagou por seus próprios cursos. Contudo, uma vez que ela tinha ganhado seu diploma, o Departamento de Pessoal decidiu que ela precisava de cursos mais especializados para ser considerado uma profissional. Assim ela teve uma formação adicional patrocinada pela NASA, incluindo um curso em Houston, Texas.

Durante os anos 1970 Annie trabalhou em um projeto danos examinar a camada de ozônio. Com cortes maciços no programa espacial da NASA, Easley começou a trabalhar em problemas de energia. Ela desenvolveu e implementou programas de computador para determinar o vento solar e para a resolução de problemas de monitoramento de energia e de conversão, incluindo tecnologias para a energia eólica e energia solar. Um de seus estudos envolveram a determinação da vida útil das baterias de armazenamento utilizados em veículos elétricos

Annie e Lewis (NASA)

Após a crise energética da década de 1970, Easley estudou as vantagens econômicas de usinas de co-geração que obtiveram subprodutos do carvão e do vapor. Ela também foi responsável por monitorar o uso de eletricidade em Lewis.

Easley serviu como oficial de Igualdade de Oportunidades de Emprego de Lewis, investigando queixas de discriminação. Ela viajou para faculdades e universidades para recrutamento de engenheiros para o laboratório. Além disso, Annie muitas vezes representava a NASA nas escola e faculdades.

A vida social de Easley foi centrada em Lewis. Deste modo, ela fundou e atuou como a primeira presidente da NASA Lewis Ski Club. Ela também pertencia ao clube de corrida. Fora de Lewis, Annie J. Easley foi tutora de crianças em idade escolar que abandonaram a escola para que estas retornassem ao colégio.


Annie faleceu em 25 de junho de 2011, Cleveland, Ohio, EUA.

Traduzido do Encyclopedia