domingo, 22 de março de 2015



Nicole Reine Etable de la Brière Lepaute nasceu em Paris em 1723. Astrônoma e matemática francesa.

Nicole se casou em 1749 com Jean Andre Lepaute (1709-1789), relojoeiro real, um professor de artesanato que desenhava, fabricava e reparava os relógios do palácio, na época de Luis XV. Jean construiu relógios astronômicos e publicou um “Tratado da Relojoaria” em 1755; Colaborando com seu marido, Nicole calculou as oscilações do pendulo por unidade de tempo e a função de longitude do mesmo.

O astrônomo Jérôme Lalande (1732-1807), amigo do casal Lepaute, depois de sua bem sucedida viagem pelo Cabo da Boa Esperança em 1753, na qual realizou observações astronômicas, foi eleito membro da Academia de Ciências de Paris. Em 1757 decidiu calcular da data exata do retorno do cometa Halley, que havia sido visto pela ultima vez em 1682 pelo astrônomo e matemático Alexis Clairault (1713-1765).

Lalande pediu ajuda a Nicole para fazer os cálculos matemáticos. Com muita dedicação e amor pela ciência, começou um trabalho exaustivo e inumeráveis cálculos para determinar a posição diária da orbita do cometa Halley, Nicole previu a data de seu regresso, ocorrida em dezembro de 1758. A reaparição passou por seu periélio em março de 1759 e empreendeu o caminho de volta. Nicole determinou ao mesmo tempo como a gravidade dos planetas Jupiter e Saturno influenciavam a trajetória do cometa.

Em 1970 Clairault publicou a “Teoria dos cometas”, ignorando o trabalho de Nicole, o que provocou um afastamento dos astrônomos que não voltaram a trabalhar juntos. Anos mais tarde, Lalande em seu trabalho “Bibliografia astronômica”, publicado em 1803, uma historia da astronomia desde 1780 a 1802, reconheceu e elogiou a ajuda de Nicole.

Nicole publicou tratados astronômicos que surgiram de suas observações, entre eles um livro sobre “a orbita de Venus” em 1761. Em 1762 calculou o tempo exato de um eclipse solar que ocorreria na França dois anos depois. Para confirmar suas palavras, traçou no mapa a trajetória do eclipse através da Europa; este artigo foi publicado no “O conhecimento dos tempos”, a revista da Academia de Ciências, dirigida por Lalande.

Nicole também fez um catalogo das estrelas e dos cálculos das posições do sol, da lua e dos planetas. Foi considerada uma das mulheres “computadoras astronômicas” da época e Academia Beziers a aceitou como membro em 1761 por suas contribuições cientificas. Nicole Lepaute faleceu em 1788, uns meses antes que seu esposo.

Como homenagem a seu trabalho cientifico foi nomeado o asteroide 7720 e uma cratera da Lua com o nome de Lepaute.


14:14 Mulheres na ciência


Nicole Reine Etable de la Brière Lepaute nasceu em Paris em 1723. Astrônoma e matemática francesa.

Nicole se casou em 1749 com Jean Andre Lepaute (1709-1789), relojoeiro real, um professor de artesanato que desenhava, fabricava e reparava os relógios do palácio, na época de Luis XV. Jean construiu relógios astronômicos e publicou um “Tratado da Relojoaria” em 1755; Colaborando com seu marido, Nicole calculou as oscilações do pendulo por unidade de tempo e a função de longitude do mesmo.

O astrônomo Jérôme Lalande (1732-1807), amigo do casal Lepaute, depois de sua bem sucedida viagem pelo Cabo da Boa Esperança em 1753, na qual realizou observações astronômicas, foi eleito membro da Academia de Ciências de Paris. Em 1757 decidiu calcular da data exata do retorno do cometa Halley, que havia sido visto pela ultima vez em 1682 pelo astrônomo e matemático Alexis Clairault (1713-1765).

Lalande pediu ajuda a Nicole para fazer os cálculos matemáticos. Com muita dedicação e amor pela ciência, começou um trabalho exaustivo e inumeráveis cálculos para determinar a posição diária da orbita do cometa Halley, Nicole previu a data de seu regresso, ocorrida em dezembro de 1758. A reaparição passou por seu periélio em março de 1759 e empreendeu o caminho de volta. Nicole determinou ao mesmo tempo como a gravidade dos planetas Jupiter e Saturno influenciavam a trajetória do cometa.

Em 1970 Clairault publicou a “Teoria dos cometas”, ignorando o trabalho de Nicole, o que provocou um afastamento dos astrônomos que não voltaram a trabalhar juntos. Anos mais tarde, Lalande em seu trabalho “Bibliografia astronômica”, publicado em 1803, uma historia da astronomia desde 1780 a 1802, reconheceu e elogiou a ajuda de Nicole.

Nicole publicou tratados astronômicos que surgiram de suas observações, entre eles um livro sobre “a orbita de Venus” em 1761. Em 1762 calculou o tempo exato de um eclipse solar que ocorreria na França dois anos depois. Para confirmar suas palavras, traçou no mapa a trajetória do eclipse através da Europa; este artigo foi publicado no “O conhecimento dos tempos”, a revista da Academia de Ciências, dirigida por Lalande.

Nicole também fez um catalogo das estrelas e dos cálculos das posições do sol, da lua e dos planetas. Foi considerada uma das mulheres “computadoras astronômicas” da época e Academia Beziers a aceitou como membro em 1761 por suas contribuições cientificas. Nicole Lepaute faleceu em 1788, uns meses antes que seu esposo.

Como homenagem a seu trabalho cientifico foi nomeado o asteroide 7720 e uma cratera da Lua com o nome de Lepaute.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014


Elisa Esther Habbema de Maia, nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 17/01/1921, filha de Juvenal Moreira Maia e Elisa Habbema de Maia. No ano de 1935, quando cursava o segundo ano do Curso Ginasial na Escola Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro, entusiasmou-se pelas aulas de ciência e começou a pensar em fazer o curso superior de Engenharia, carreira que naquela época não era admitida como adequada às mulheres. Elisa não teve incentivo familiar, pois seu pai era um homem tradicional que considerava que a melhor carreira para as mulheres era o casamento. Felizmente,  isso foi compensado pela influência de vários professores que teve nesse colégio, onde foi aluna de Antônio Houaiss (Literatura), Raimundo Paesler (Física) e Osvaldo Frota-Pessoa (História Natural), todos interessados em pesquisa e ensino. Mas sua maior influência foi o famoso professor Plinio Süssekind da Rocha com quem teve aulas de física a partir de 1936, e que muito a incentivou a prosseguir seus estudos naquela matéria. Plinio a acompanhava de perto e a orientava, dando-lhe temas fora do programa para estudar. Assim,  em 1940 prestou exame para a Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) da Universidade do Brasil, embrião da atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Graduou-se, então, em Física em 1942, sendo juntamente com Sonja Ashauer, que se graduou no mesmo ano na USP, a segunda mulher a graduar-se em Física no Brasil. A primeira havia sido Yolande Monteux, que concluiu o curso de Física na USP em 1938, mas da qual pouco se sabe atualmente.  Ainda durante o curso de graduação, aos dezoito anos, casou-se com professor Osvaldo Frota-Pessoa com quem teve dois filhos: Sonia e Roberto.

Já antes de graduar-se, no segundo ano do curso, foi chamada pelo professor Costa Ribeiro, que reconheceu seu talento para a física experimental,  para ser sua assistente. Trabalhou sem receber salário até que em 1944, foi contratada para lecionar na FNFi. Numa atitude que demonstra que seus pioneirismo e capacidade de superar barreiras que  não se restringiam à escolha profissional, em 1951 separou-se de Osvaldo Frota Pessoa e uniu sua vida à do físico Jayme Tiomno – separações não eram bem vistas pela moral da época, o divórcio sequer  existindo no país -, seu colega na faculdade.
Elisa fez parte do grupo de pioneiros da física brasileira, que se graduaram no início da década de 40, como José Leite Lopes, Jayme Tiomno, Cesar Lattes, Marcelo Damy, Mario Schenberg, Bernardo Gross. Com eles conviveu e desenvolveu sua bem sucedida carreira de física experimental. Entre 1942 e 1969, a física Elisa teve uma história de sucessos pessoais e participou ativamente das lutas para vencer o preconceito contra o trabalho da mulher, assim como o pequeno interesse da sociedade pelo desenvolvimento da ciência. Em 1949, foi uma das fundadoras do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Em 1950, publica com Neusa Margem (outra pioneira) o primeiro artigo de pesquisa da nova instituição: “Sobre a desintegração do méson pesado positivo”. Esse trabalho obteve pela primeira vez resultados que apoiavam experimentalmente a teoria “V-A” das interações fracas. Um outro trabalho seu, publicado em 1969, pôs fim a uma longa controvérsia sobre a possibilidade do méson p ter spin não-nulo.

Em 1965, Elisa juntou-se a tantos outros acadêmicos e cientistas importantes na experiência inovadora da Universidade de Brasília; acabou aposentada pelo AI-5 em abril, de 1969, quando lecionava e pesquisava na Universidade de São Paulo (USP). Trabalhou em universidades européias e norte-americanas, contribuiu para a formação de dezenas de físicos brasileiros. Recusou-se a pedir anistia, mas em 1980 voltou para trabalhar no CBPF, onde permaneceu até sua aposentadoria compulsória em 1991. Foi nomeada professora emérita e continuou no instituto até 1995. 
   
Suas contribuições mais importantes na pesquisa em física foram: introduziu a técnica de emulsões nucleares no Brasil e a aplicou em vários campos, como física nuclear, biologia, partículas elementares, etc.; um trabalho seu foi o único trabalho brasileiro selecionado para apresentação em plenário na Conferência Internacional de Átomos para a Paz (Genebra 1955); seu trabalho sobre a não existência da assimetria do decaimento Pion – Muon, que encerrou uma longa disputa sobre o spin do méson p , resultou na publicação de dezenas de trabalhos experimentais no Brasil, Estados Unidos e Europa.

Fontes: Site http://ctjovem.mct.gov.br/, acessado no dia 22 de setembro de 2005 e diversas entrevistas concedidas por Elisa a Ligia M.C.S.Rodrigues. Elaborado por Lígia M.C.S.Rodrigues e Hildete Pereira de Melo.

02:09 Mulheres na ciência

Elisa Esther Habbema de Maia, nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 17/01/1921, filha de Juvenal Moreira Maia e Elisa Habbema de Maia. No ano de 1935, quando cursava o segundo ano do Curso Ginasial na Escola Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro, entusiasmou-se pelas aulas de ciência e começou a pensar em fazer o curso superior de Engenharia, carreira que naquela época não era admitida como adequada às mulheres. Elisa não teve incentivo familiar, pois seu pai era um homem tradicional que considerava que a melhor carreira para as mulheres era o casamento. Felizmente,  isso foi compensado pela influência de vários professores que teve nesse colégio, onde foi aluna de Antônio Houaiss (Literatura), Raimundo Paesler (Física) e Osvaldo Frota-Pessoa (História Natural), todos interessados em pesquisa e ensino. Mas sua maior influência foi o famoso professor Plinio Süssekind da Rocha com quem teve aulas de física a partir de 1936, e que muito a incentivou a prosseguir seus estudos naquela matéria. Plinio a acompanhava de perto e a orientava, dando-lhe temas fora do programa para estudar. Assim,  em 1940 prestou exame para a Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) da Universidade do Brasil, embrião da atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Graduou-se, então, em Física em 1942, sendo juntamente com Sonja Ashauer, que se graduou no mesmo ano na USP, a segunda mulher a graduar-se em Física no Brasil. A primeira havia sido Yolande Monteux, que concluiu o curso de Física na USP em 1938, mas da qual pouco se sabe atualmente.  Ainda durante o curso de graduação, aos dezoito anos, casou-se com professor Osvaldo Frota-Pessoa com quem teve dois filhos: Sonia e Roberto.

Já antes de graduar-se, no segundo ano do curso, foi chamada pelo professor Costa Ribeiro, que reconheceu seu talento para a física experimental,  para ser sua assistente. Trabalhou sem receber salário até que em 1944, foi contratada para lecionar na FNFi. Numa atitude que demonstra que seus pioneirismo e capacidade de superar barreiras que  não se restringiam à escolha profissional, em 1951 separou-se de Osvaldo Frota Pessoa e uniu sua vida à do físico Jayme Tiomno – separações não eram bem vistas pela moral da época, o divórcio sequer  existindo no país -, seu colega na faculdade.
Elisa fez parte do grupo de pioneiros da física brasileira, que se graduaram no início da década de 40, como José Leite Lopes, Jayme Tiomno, Cesar Lattes, Marcelo Damy, Mario Schenberg, Bernardo Gross. Com eles conviveu e desenvolveu sua bem sucedida carreira de física experimental. Entre 1942 e 1969, a física Elisa teve uma história de sucessos pessoais e participou ativamente das lutas para vencer o preconceito contra o trabalho da mulher, assim como o pequeno interesse da sociedade pelo desenvolvimento da ciência. Em 1949, foi uma das fundadoras do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Em 1950, publica com Neusa Margem (outra pioneira) o primeiro artigo de pesquisa da nova instituição: “Sobre a desintegração do méson pesado positivo”. Esse trabalho obteve pela primeira vez resultados que apoiavam experimentalmente a teoria “V-A” das interações fracas. Um outro trabalho seu, publicado em 1969, pôs fim a uma longa controvérsia sobre a possibilidade do méson p ter spin não-nulo.

Em 1965, Elisa juntou-se a tantos outros acadêmicos e cientistas importantes na experiência inovadora da Universidade de Brasília; acabou aposentada pelo AI-5 em abril, de 1969, quando lecionava e pesquisava na Universidade de São Paulo (USP). Trabalhou em universidades européias e norte-americanas, contribuiu para a formação de dezenas de físicos brasileiros. Recusou-se a pedir anistia, mas em 1980 voltou para trabalhar no CBPF, onde permaneceu até sua aposentadoria compulsória em 1991. Foi nomeada professora emérita e continuou no instituto até 1995. 
   
Suas contribuições mais importantes na pesquisa em física foram: introduziu a técnica de emulsões nucleares no Brasil e a aplicou em vários campos, como física nuclear, biologia, partículas elementares, etc.; um trabalho seu foi o único trabalho brasileiro selecionado para apresentação em plenário na Conferência Internacional de Átomos para a Paz (Genebra 1955); seu trabalho sobre a não existência da assimetria do decaimento Pion – Muon, que encerrou uma longa disputa sobre o spin do méson p , resultou na publicação de dezenas de trabalhos experimentais no Brasil, Estados Unidos e Europa.

Fontes: Site http://ctjovem.mct.gov.br/, acessado no dia 22 de setembro de 2005 e diversas entrevistas concedidas por Elisa a Ligia M.C.S.Rodrigues. Elaborado por Lígia M.C.S.Rodrigues e Hildete Pereira de Melo.

sábado, 25 de outubro de 2014

Evelyn nasceu em 1º de maio de 1924 em Washington DC. Apesar de haver nascido em uma família humilde e crescer em meio a grande depressão, o que mais recordou destes anos foi a segregação racial da sociedade americana.

Cursou seus estudos nas escolas de Washington, sendo uma aluna excepcional e se graduou como um dos cinco melhores estudantes. A partir daquele momento somente aspirava ser professora.

Em 1941, com apoio econômico de sua tia e de uma pequena bolsa, começou seus estudos no Smith College, onde se especializou em matemática, física teórica e astronomia.

Ela se graduou brilhantemente em 1945 e recebeu uma bolsa da Smith Student Aid Society of Smith College para começar seus estudos de doutorado.

Entrou para Yale no outono de 1945 e começou a investigar análise funcional com a supervisão de Hille. Escreveu sua tese de doutorado “On Laguerre Series in the Complex Domain” em 1949, e junto com Marjorie Lee Browne graduada pela universidade de Michigan no mesmo ano, convertem-se nas primeiras afroamericanas a doutorar-se em Matemáticas.

Depois de terminar sua tese em Yale, Granville seguiu trabalhando em equações diferenciais com Fritz Jhon. Infelizmente, nem Hille, nem Jonh a animaram a publicar suas investigações. Depois de várias tentativas para conseguir um posto no Polytechnic Institute of Broolyn, sem consegui-lo, ao que parece foi rejeitada devido a seu gênero e/ou cor). Em 1950 Ela aceita um posto de professora associada na Fisk University de Nashville.

Não obstante, Evelyn, “que quis ser professora desde pequena, ão podia aceitar a forma tão restritiva com que as mulheres negras tinham que desempenhar seus postos acadêmicos no início dos anos 50. Considerando suas opções, era normal pensar em um emprego estatal... Na primavera de 1952 decidiu buscar um trabalho no governo e voltou para Washington D.C.”.

O trabalho que foi oferecido pela National Bureau of Standarts deu-lhe o dobro do sálario que tinha como docente. Evelyn escreveu:

“O trabalho consistia em consultar com engenheiros e cististas de análises matemáticas sobre os problemas relacionados com o desenvolvimento de misséis... conheci muitos matemáticos que estavam empregados como programadores de computador. Naquele momento o desenvolvimento de computadores eletrônicos estava no seu início. A aplicação de computadores aos estudos científicos me interessava muito, o que me fez considerar seriamente uma oferta de emprego na International Business Machines Corporation” (IBM).

Quando o programa espacial dos Estados Unidos começava a desenvolver-se, a Nasa contrata a IBM para implementar o software. Granville formava a equipe de matemáticos da IBM. Desse modo, ela trabalhou para Nasa na programação de órbitas para os projetos Vanguard e Mercury. Foi em sua opinião o trabalho mais interessante da sua vida.

Após seu casamento, em 1960, mudou-se para viver na Califórnia e continuou a trabalhar a Centro de dados dos Laboratórios de Tecnologia Espacial no cálculo e programação de órbitas espaciais.

Nos anos 60, uma época onde a demanda da indústria militar gerava grande atividade no campo de desenvolvimento tecnológico, Evelyn abanona a IBM e trabalha para a indústria privado no Projeto Apolo (programação de orbitas, análises numéricas e técnicas computadorizadas de digitalização).

Em 1963 regressa para IBM e toma o que qualifica como as mais importantes de sua vida. Ela se divorcia, permanece em Los Angeles e abandona a investigação na indústria privada para passar a ensinar analises numéricas e programação na Universidade do Estado de Los Angeles.

Em 1983, aos 59 anos, toma outra decisão mais importante na sua vida. Volta a se casar e vai morar com seu novo marido em um rancho no Texas.

Granville junto a 3 PhDs afroamericanas. 2005

Em 1967 ela aceita um posto de professora na California State University de Los Ángeles, ocupando-se também da preparação dos professores desta matéria. Este interesse peloensino a levou a envolver-se com o Miller Mathematics Improvement Program e o fruto deste trabalho foi a publicação de um livro, hunto a Janson Frand, “Theory na Applications of Mathematics for Teachers (1975)”, bem recebido e utilizado em muitas escolas.

Na Universidade do Texas, obteve a cátedra “Sam A Lindsey”, retirando-se em 1997.


Traduzido de “Las negratas” e do “Centro Virtual de divulgación de las matemáticas”.

17:10 Mulheres na ciência
Evelyn nasceu em 1º de maio de 1924 em Washington DC. Apesar de haver nascido em uma família humilde e crescer em meio a grande depressão, o que mais recordou destes anos foi a segregação racial da sociedade americana.

Cursou seus estudos nas escolas de Washington, sendo uma aluna excepcional e se graduou como um dos cinco melhores estudantes. A partir daquele momento somente aspirava ser professora.

Em 1941, com apoio econômico de sua tia e de uma pequena bolsa, começou seus estudos no Smith College, onde se especializou em matemática, física teórica e astronomia.

Ela se graduou brilhantemente em 1945 e recebeu uma bolsa da Smith Student Aid Society of Smith College para começar seus estudos de doutorado.

Entrou para Yale no outono de 1945 e começou a investigar análise funcional com a supervisão de Hille. Escreveu sua tese de doutorado “On Laguerre Series in the Complex Domain” em 1949, e junto com Marjorie Lee Browne graduada pela universidade de Michigan no mesmo ano, convertem-se nas primeiras afroamericanas a doutorar-se em Matemáticas.

Depois de terminar sua tese em Yale, Granville seguiu trabalhando em equações diferenciais com Fritz Jhon. Infelizmente, nem Hille, nem Jonh a animaram a publicar suas investigações. Depois de várias tentativas para conseguir um posto no Polytechnic Institute of Broolyn, sem consegui-lo, ao que parece foi rejeitada devido a seu gênero e/ou cor). Em 1950 Ela aceita um posto de professora associada na Fisk University de Nashville.

Não obstante, Evelyn, “que quis ser professora desde pequena, ão podia aceitar a forma tão restritiva com que as mulheres negras tinham que desempenhar seus postos acadêmicos no início dos anos 50. Considerando suas opções, era normal pensar em um emprego estatal... Na primavera de 1952 decidiu buscar um trabalho no governo e voltou para Washington D.C.”.

O trabalho que foi oferecido pela National Bureau of Standarts deu-lhe o dobro do sálario que tinha como docente. Evelyn escreveu:

“O trabalho consistia em consultar com engenheiros e cististas de análises matemáticas sobre os problemas relacionados com o desenvolvimento de misséis... conheci muitos matemáticos que estavam empregados como programadores de computador. Naquele momento o desenvolvimento de computadores eletrônicos estava no seu início. A aplicação de computadores aos estudos científicos me interessava muito, o que me fez considerar seriamente uma oferta de emprego na International Business Machines Corporation” (IBM).

Quando o programa espacial dos Estados Unidos começava a desenvolver-se, a Nasa contrata a IBM para implementar o software. Granville formava a equipe de matemáticos da IBM. Desse modo, ela trabalhou para Nasa na programação de órbitas para os projetos Vanguard e Mercury. Foi em sua opinião o trabalho mais interessante da sua vida.

Após seu casamento, em 1960, mudou-se para viver na Califórnia e continuou a trabalhar a Centro de dados dos Laboratórios de Tecnologia Espacial no cálculo e programação de órbitas espaciais.

Nos anos 60, uma época onde a demanda da indústria militar gerava grande atividade no campo de desenvolvimento tecnológico, Evelyn abanona a IBM e trabalha para a indústria privado no Projeto Apolo (programação de orbitas, análises numéricas e técnicas computadorizadas de digitalização).

Em 1963 regressa para IBM e toma o que qualifica como as mais importantes de sua vida. Ela se divorcia, permanece em Los Angeles e abandona a investigação na indústria privada para passar a ensinar analises numéricas e programação na Universidade do Estado de Los Angeles.

Em 1983, aos 59 anos, toma outra decisão mais importante na sua vida. Volta a se casar e vai morar com seu novo marido em um rancho no Texas.

Granville junto a 3 PhDs afroamericanas. 2005

Em 1967 ela aceita um posto de professora na California State University de Los Ángeles, ocupando-se também da preparação dos professores desta matéria. Este interesse peloensino a levou a envolver-se com o Miller Mathematics Improvement Program e o fruto deste trabalho foi a publicação de um livro, hunto a Janson Frand, “Theory na Applications of Mathematics for Teachers (1975)”, bem recebido e utilizado em muitas escolas.

Na Universidade do Texas, obteve a cátedra “Sam A Lindsey”, retirando-se em 1997.


Traduzido de “Las negratas” e do “Centro Virtual de divulgación de las matemáticas”.

Sonja Ashauer nasceu em São Paulo (SP) no dia 9 de abril de 1923. Foi filha do engenheiro de origem alemã Walter Ashauer e de Herta Graffenbenger, também alemã. Fez os estudos primários na Escola Vila Mariana e os estudos secundários no Ginásio da Capital do Estado de São Paulo (atualmente Escola Estadual São Paulo, localizada dentro do Parque Dom Pedro II), de 1935 a 1939. Foi colega de turma de um físico importante, Roberto Salmeron, e de Helio Bicudo, que foi o vice de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo.
Desde menina, Sonja demonstrava ser uma inteligência excepcional. Filha de um homem de espírito aberto, apaixonado por ciências, Sonja foi muito incentivada por seu pai, que, na época de seus estudos secundários montou em casa um pequeno laboratório onde realizavam experiências de física, química, biologia. 
FORMAÇÃO ACADÊMICA E PROFISSIONAL
Sonja havia descoberto que a USP aceitava estudantes com somente o ginásio completo, sem terem cursado os dois anos de curso preparatório, e prestou vestibular para o curso de Física da USP assim que concluiu o curso secundário. Ingressou então em 1940 e graduou-se bacharel em física em 1942, tendo sido juntamente com Elisa Frota-Pessoa, que se graduou em física no mesmo ano na Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, a segunda mulher a se graduar em Física no Brasil (a primeira foi Yolande Monteux, na USP, em 1938).
Sonja foi também a primeira brasileira a concluir o Doutorado em Física, em fevereiro de 1948, na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, sob a orientação de Paul Adrien Maurice Dirac, um dos maiores físicos da história mundial. Também foi a primeira mulher brasileira a ser eleita membro da Cambridge Philosophical Society. Todos os físicos que a conheceram (José Leite Lopes, Jayme Tiomno, Marcelo Damy, Oscar Sala) afirmam afirmam que Sonja Ashauer era uma profissional brilhante. Defendeu sua tese de doutoramento em janeiro de 1948 e voltou para a Universidade de São Paulo (USP), onde foi contratada em 31 de março daquele ano, como assistente do prof. Gleb Wataghin.
Durante seus anos na Inglaterra, a correspondência trocada entre ela e o prof.  Wataghin revela um talento extraordinário para a física teórica, sobretudo num mundo ainda extremamente hostil ao desempenho profissional feminino. Na Europa, ela conviveu com os maiores físicos da época, tendo participado de Encontros de Física onde estavam grandes nomes como Born, Schrödinger, Wheeler, Hackett.
Sonja defendeu uma tese de doutorado de Eletrodinâmica Quântica, assunto de ponta na época, com o título “Problems in electrons and electromagnetic radiation”.
MORTE PREMATURA
A vida profissional de Sonja foi abruptamente interrompida depois de sua volta do exterior e a comunidade científica foi surpreendida com a notícia de sua morte no dia 21 de agosto de 1948. De acordo com o atestado de óbito a causa mortis foi “bronco pneumonia, miocardite e colapso cardíaco”. Sonja havia apanhado chuva num dia frio, resfriou-se e não deu atenção. Quando a família deu-se conta, ela já estava gravemente enferma e foi imediatamente internada no Hospital Alemão (atualmente, Hospital Alemão Oswaldo Cruz) em São Paulo. Mas, infelizmente, era tarde demais, e ela faleceu seis dias depois. Foi não somente uma trágica perda humana, mas também uma grande perda para a física brasileira, pois Sonja certamente teria feito uma carreira tão ou mais brilhante que seus colegas de sexo masculino.

Fontes: Acervo do Instituto de Física da USP; conversas informais de Ligia MCS Rodrigues com Jayme Tiomno e Amos Troper. Entrevistas de Ligia MCS Rodrigues e Hildete Pereira de Melo com Marcelo Damy e Oscar Sala em 11 e 12 de novembro de 2005, respectivamente,  com Nils Ashauer no dia 18 de janeiro de 2006 e com Elza Gomide em 19 de janeiro de 2006. Elaborado por Ligia M.C.S.Rodrigues e Hildete Pereira de Melo.
11:17 Mulheres na ciência
Sonja Ashauer nasceu em São Paulo (SP) no dia 9 de abril de 1923. Foi filha do engenheiro de origem alemã Walter Ashauer e de Herta Graffenbenger, também alemã. Fez os estudos primários na Escola Vila Mariana e os estudos secundários no Ginásio da Capital do Estado de São Paulo (atualmente Escola Estadual São Paulo, localizada dentro do Parque Dom Pedro II), de 1935 a 1939. Foi colega de turma de um físico importante, Roberto Salmeron, e de Helio Bicudo, que foi o vice de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo.
Desde menina, Sonja demonstrava ser uma inteligência excepcional. Filha de um homem de espírito aberto, apaixonado por ciências, Sonja foi muito incentivada por seu pai, que, na época de seus estudos secundários montou em casa um pequeno laboratório onde realizavam experiências de física, química, biologia. 
FORMAÇÃO ACADÊMICA E PROFISSIONAL
Sonja havia descoberto que a USP aceitava estudantes com somente o ginásio completo, sem terem cursado os dois anos de curso preparatório, e prestou vestibular para o curso de Física da USP assim que concluiu o curso secundário. Ingressou então em 1940 e graduou-se bacharel em física em 1942, tendo sido juntamente com Elisa Frota-Pessoa, que se graduou em física no mesmo ano na Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, a segunda mulher a se graduar em Física no Brasil (a primeira foi Yolande Monteux, na USP, em 1938).
Sonja foi também a primeira brasileira a concluir o Doutorado em Física, em fevereiro de 1948, na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, sob a orientação de Paul Adrien Maurice Dirac, um dos maiores físicos da história mundial. Também foi a primeira mulher brasileira a ser eleita membro da Cambridge Philosophical Society. Todos os físicos que a conheceram (José Leite Lopes, Jayme Tiomno, Marcelo Damy, Oscar Sala) afirmam afirmam que Sonja Ashauer era uma profissional brilhante. Defendeu sua tese de doutoramento em janeiro de 1948 e voltou para a Universidade de São Paulo (USP), onde foi contratada em 31 de março daquele ano, como assistente do prof. Gleb Wataghin.
Durante seus anos na Inglaterra, a correspondência trocada entre ela e o prof.  Wataghin revela um talento extraordinário para a física teórica, sobretudo num mundo ainda extremamente hostil ao desempenho profissional feminino. Na Europa, ela conviveu com os maiores físicos da época, tendo participado de Encontros de Física onde estavam grandes nomes como Born, Schrödinger, Wheeler, Hackett.
Sonja defendeu uma tese de doutorado de Eletrodinâmica Quântica, assunto de ponta na época, com o título “Problems in electrons and electromagnetic radiation”.
MORTE PREMATURA
A vida profissional de Sonja foi abruptamente interrompida depois de sua volta do exterior e a comunidade científica foi surpreendida com a notícia de sua morte no dia 21 de agosto de 1948. De acordo com o atestado de óbito a causa mortis foi “bronco pneumonia, miocardite e colapso cardíaco”. Sonja havia apanhado chuva num dia frio, resfriou-se e não deu atenção. Quando a família deu-se conta, ela já estava gravemente enferma e foi imediatamente internada no Hospital Alemão (atualmente, Hospital Alemão Oswaldo Cruz) em São Paulo. Mas, infelizmente, era tarde demais, e ela faleceu seis dias depois. Foi não somente uma trágica perda humana, mas também uma grande perda para a física brasileira, pois Sonja certamente teria feito uma carreira tão ou mais brilhante que seus colegas de sexo masculino.

Fontes: Acervo do Instituto de Física da USP; conversas informais de Ligia MCS Rodrigues com Jayme Tiomno e Amos Troper. Entrevistas de Ligia MCS Rodrigues e Hildete Pereira de Melo com Marcelo Damy e Oscar Sala em 11 e 12 de novembro de 2005, respectivamente,  com Nils Ashauer no dia 18 de janeiro de 2006 e com Elza Gomide em 19 de janeiro de 2006. Elaborado por Ligia M.C.S.Rodrigues e Hildete Pereira de Melo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Sophie Germain nasceu em 1776, em Paris. Matemática francesa. Pertencia a uma família burguesa e começou a estudar aos 13 anos de idade. Ainda adolecente, pesquisando a biblioteca de seu pai, encontrou o livro História da Matemática, de Jean-Étienne Montucla. O livro continha a enorme relação das descobertas de Arquimedes. Imediatamente, pôs-se a estudar a teoria básica de números, cálculos e os trabalhos de Leonhard Euler e Isaac Newton. Nunca se casou, tendo tido sua carreira de pesquisadora financiada por seu pai.

Ainda que não pudesse frequentar a escola, por ser mulher, conseguiu os assuntos dos cursos de analises de Joseph Louis Lagrange (1736-1813) e de química de Antoine François Fourcroy (1755-1809), da Escola Politécnica de Paris.

Em 1794 foi fundada a Escola Politécnica de Paris, uma academia de excelência para a formação de matemáticos e cientistas de toda a nação, reservada exclusivamente para homens. Sem coragem para se propor ao conselho acadêmico, assumiu a identidade de um antigo aluno da academia, Monsieur Antoine-August Le Blanc. A administração acadêmica não sabia que o verdadeiro sr. Le Blanc tinha deixado Paris e continuou imprimindo e enviando suas lições, que ela interceptava, apresentando, semanalmente, suas respostas aos problemas sob seu pseudônimo. Dois meses depois, o supervisor do curso, Joseph-Louis Lagrange, surpreso pela transformação notável de um aluno medíocre, que agora apresentava soluções engenhosas aos mais variados problemas, requisitou um encontro com o aluno aparentemente reabilitado. Germain foi forçada a revelar sua identidade. Lagrange tornou-se seu mentor e amigo.

A partir de 1801, depois de estudar um livro de Johan Carl Gauss (1777-1855), que ensinava na Prussia, Sophie se dedicou ao estudo da Teoria dos números; Manteve correspondência com este matemático, de novo sob o mesmo pseudônimo, mostrando suas investigações. Ao saber sua identidade, vários anos depois, Gauss escreveu uma carta elogiando o seu trabalho, admirando o seu valor e seus conhecimentos.

Sophie apresentou em duas ocasiões, 1811 e 181, dois trabalhos sobre a teoria matemática de superfícies elásticas, ou teoria da elasticidade para a Academia Francesa de Ciências, mas os dois foram rechaçados. Porém, em 1816 ao apresentar-se de novo, competindo com eminentes matemáticos e físicos, ganhou o concurso obtendo uma medalha de ouro. Foi a primeira mulher que frequentou as sessões da Academia Francesa de Ciências, ao lado de grandes matemáticos da época, graças as suas pesquisas com os números primos e seu trabalho com o último teorema de Fermat.

Sophie Germain trabalhou com dedicação e afinco, ainda que a comunidade cientifica não mostrasse o respeito que ela merecia e a ignorasse. Continuou suas investigações em matemática e sua contribuição mais importante foi a “Teoria dos Números” ou o “Números Primos de Germain”. Escreveu um ensaio filosófico que foi muito elogiado e publicado postumamente: “Considerações gerais sobre o estado das Ciências e das Letras”.

Em 1830, por intervenção de Gauss, a Universidade de Gottingen outorgou a Sophie um título honorário, porém em junho de 1831 morreu, antes de poder receber o prêmio. Embora tenha sido ela, provavelmente, uma das mulheres com maior capacidade intelectual que a França produziu, na notícia oficial de sua morte foi designada como uma  solteira sem profissão – ao invés de matemática, além de ter sido omitido o seu nome da relação dos setenta e dois sábios cujas pesquisas contribuíram definitivamente para a construção da Torre Eiffel - quando os seus estudos para estabelecer a teoria da elasticidade foram fundamentais para a construção daquela torre
                                                  
Fontes:

Wikipédia
Mujeres que Hacen La Historia (Traduzido)

03:30 Mulheres na ciência
Sophie Germain nasceu em 1776, em Paris. Matemática francesa. Pertencia a uma família burguesa e começou a estudar aos 13 anos de idade. Ainda adolecente, pesquisando a biblioteca de seu pai, encontrou o livro História da Matemática, de Jean-Étienne Montucla. O livro continha a enorme relação das descobertas de Arquimedes. Imediatamente, pôs-se a estudar a teoria básica de números, cálculos e os trabalhos de Leonhard Euler e Isaac Newton. Nunca se casou, tendo tido sua carreira de pesquisadora financiada por seu pai.

Ainda que não pudesse frequentar a escola, por ser mulher, conseguiu os assuntos dos cursos de analises de Joseph Louis Lagrange (1736-1813) e de química de Antoine François Fourcroy (1755-1809), da Escola Politécnica de Paris.

Em 1794 foi fundada a Escola Politécnica de Paris, uma academia de excelência para a formação de matemáticos e cientistas de toda a nação, reservada exclusivamente para homens. Sem coragem para se propor ao conselho acadêmico, assumiu a identidade de um antigo aluno da academia, Monsieur Antoine-August Le Blanc. A administração acadêmica não sabia que o verdadeiro sr. Le Blanc tinha deixado Paris e continuou imprimindo e enviando suas lições, que ela interceptava, apresentando, semanalmente, suas respostas aos problemas sob seu pseudônimo. Dois meses depois, o supervisor do curso, Joseph-Louis Lagrange, surpreso pela transformação notável de um aluno medíocre, que agora apresentava soluções engenhosas aos mais variados problemas, requisitou um encontro com o aluno aparentemente reabilitado. Germain foi forçada a revelar sua identidade. Lagrange tornou-se seu mentor e amigo.

A partir de 1801, depois de estudar um livro de Johan Carl Gauss (1777-1855), que ensinava na Prussia, Sophie se dedicou ao estudo da Teoria dos números; Manteve correspondência com este matemático, de novo sob o mesmo pseudônimo, mostrando suas investigações. Ao saber sua identidade, vários anos depois, Gauss escreveu uma carta elogiando o seu trabalho, admirando o seu valor e seus conhecimentos.

Sophie apresentou em duas ocasiões, 1811 e 181, dois trabalhos sobre a teoria matemática de superfícies elásticas, ou teoria da elasticidade para a Academia Francesa de Ciências, mas os dois foram rechaçados. Porém, em 1816 ao apresentar-se de novo, competindo com eminentes matemáticos e físicos, ganhou o concurso obtendo uma medalha de ouro. Foi a primeira mulher que frequentou as sessões da Academia Francesa de Ciências, ao lado de grandes matemáticos da época, graças as suas pesquisas com os números primos e seu trabalho com o último teorema de Fermat.

Sophie Germain trabalhou com dedicação e afinco, ainda que a comunidade cientifica não mostrasse o respeito que ela merecia e a ignorasse. Continuou suas investigações em matemática e sua contribuição mais importante foi a “Teoria dos Números” ou o “Números Primos de Germain”. Escreveu um ensaio filosófico que foi muito elogiado e publicado postumamente: “Considerações gerais sobre o estado das Ciências e das Letras”.

Em 1830, por intervenção de Gauss, a Universidade de Gottingen outorgou a Sophie um título honorário, porém em junho de 1831 morreu, antes de poder receber o prêmio. Embora tenha sido ela, provavelmente, uma das mulheres com maior capacidade intelectual que a França produziu, na notícia oficial de sua morte foi designada como uma  solteira sem profissão – ao invés de matemática, além de ter sido omitido o seu nome da relação dos setenta e dois sábios cujas pesquisas contribuíram definitivamente para a construção da Torre Eiffel - quando os seus estudos para estabelecer a teoria da elasticidade foram fundamentais para a construção daquela torre
                                                  
Fontes:

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Mujeres que Hacen La Historia (Traduzido)

terça-feira, 14 de outubro de 2014



Marie Maynard Daly (1921-2003), bioquímica, foi a primeira mulher negra a obter um doutorado em química nos Estados Unidos. Dedicou sua vida como investigadora a trabalhar na área da saúde, em particular com os efeitos causados no coração e artérias por fatores como envelhecimento, tabagismo, hipertensão e colesterol. Além de se dedicar a investigação, ensinou bioquímica durante quinze anos no Colégio Albert Einsten da Universidade de Medicina de Yeshiva.

Marie Daly nasceu em Corona, Queens, bairro da cidade de Nova York, no dia 16 de abril de 1921. Seus pais, Iván C. Daly e Helen (Page) a encorajaram a estudar. Seu pai sonhou em ser químico e frequentou a Universidade de Cornell, porém não pode completar sua educação por motivos econômicos e se converteu em um empregado dos correios.  Marie frequentou escolas públicas locais no Queens e se graduou no Hunter College High School, em Manhatthan. Ela atribui seu interesse pela ciência a formação cientifica tanto de seu pai quanto da leitura de libros, como o “caçadores de micróbios” de Pablo DeKruif.

Daly se matriculou em química na Universidade de Queens e se formou em 1942. No ano seguinte recebeu seu M.S da universidade de Nova York e e logo foi para a Universidade de Columbia, onde entrou no programa de doutorado em bioquímica. Em 1948 fez história nessa universidade, convertendo-se na primeira mulher negra a obter um doutorado em química.

                                      

Daly começou a ensinar classes ainda quando estudante da universidade. Começou sua carreira de professora um ano antes de receber o doutorado, quando aceitou um posto na universidade Howard em Washington, DC, como instrutora em ciências físicas. Em 1951, ela retornou para Nova York, primeiro como investigadora convidada e logo como assistente no Instituto Rockefeller. Em 1955 já era associada de bioquímica no Serviço de Investigação da Universidade de Columbia no Hospital Memorial de GoldWater. Ali esteve até 1971 em que passou para professora associada de bioquímica e medicina no Colégio Albert Einsten da Universidade Yeshiva de Nova York.

Daly levou a cabo a maior parte de sua investigação em áreas relacionadas com os aspectos bioquímicos do metabolismo humano (como o corpo processa a energia que necessita) e o papel dos rins nesse processo. Ela também estudou a hipertensão e a aterosclerose. Seu último trabalho foi centrado no estudo do cultivo das células do musculo liso da artéria aorta. 



Durante sua carreira, ocupou vários cargos no ensino, como pesquisadora da Associação Americana do coração (1958-1963) e do Conselho de Investigação Médica de Nova York (1962-1972). Ela também foi membro do conselho de aterosclerose e da Associação Americana para o Avanço da Ciência, membro da Sociedade Americana de Química, membro do conselho de administração da Academia de ciências de Nova York (1974-1976), membro da Sociedade Harvey e da Sociedade Americana de químicos biológicos. Além disso, ela participou da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas negras, da Associação Nacional de Empresas de Mulheres e  Negros, e Phi Beta Kappa e Sigma Xi. Em 1988, Daly contribuiu para um fundo de bolsas estabelecido no Queens College para ajudar estudantes afroamericanos interessados ​​em ciência. Daly, que casou com Vincent Clark, em 1961, se aposentou em 1986.


Traduzido do Artículos del Portal Red de Salud de Cuba

17:37 Mulheres na ciência


Marie Maynard Daly (1921-2003), bioquímica, foi a primeira mulher negra a obter um doutorado em química nos Estados Unidos. Dedicou sua vida como investigadora a trabalhar na área da saúde, em particular com os efeitos causados no coração e artérias por fatores como envelhecimento, tabagismo, hipertensão e colesterol. Além de se dedicar a investigação, ensinou bioquímica durante quinze anos no Colégio Albert Einsten da Universidade de Medicina de Yeshiva.

Marie Daly nasceu em Corona, Queens, bairro da cidade de Nova York, no dia 16 de abril de 1921. Seus pais, Iván C. Daly e Helen (Page) a encorajaram a estudar. Seu pai sonhou em ser químico e frequentou a Universidade de Cornell, porém não pode completar sua educação por motivos econômicos e se converteu em um empregado dos correios.  Marie frequentou escolas públicas locais no Queens e se graduou no Hunter College High School, em Manhatthan. Ela atribui seu interesse pela ciência a formação cientifica tanto de seu pai quanto da leitura de libros, como o “caçadores de micróbios” de Pablo DeKruif.

Daly se matriculou em química na Universidade de Queens e se formou em 1942. No ano seguinte recebeu seu M.S da universidade de Nova York e e logo foi para a Universidade de Columbia, onde entrou no programa de doutorado em bioquímica. Em 1948 fez história nessa universidade, convertendo-se na primeira mulher negra a obter um doutorado em química.

                                      

Daly começou a ensinar classes ainda quando estudante da universidade. Começou sua carreira de professora um ano antes de receber o doutorado, quando aceitou um posto na universidade Howard em Washington, DC, como instrutora em ciências físicas. Em 1951, ela retornou para Nova York, primeiro como investigadora convidada e logo como assistente no Instituto Rockefeller. Em 1955 já era associada de bioquímica no Serviço de Investigação da Universidade de Columbia no Hospital Memorial de GoldWater. Ali esteve até 1971 em que passou para professora associada de bioquímica e medicina no Colégio Albert Einsten da Universidade Yeshiva de Nova York.

Daly levou a cabo a maior parte de sua investigação em áreas relacionadas com os aspectos bioquímicos do metabolismo humano (como o corpo processa a energia que necessita) e o papel dos rins nesse processo. Ela também estudou a hipertensão e a aterosclerose. Seu último trabalho foi centrado no estudo do cultivo das células do musculo liso da artéria aorta. 



Durante sua carreira, ocupou vários cargos no ensino, como pesquisadora da Associação Americana do coração (1958-1963) e do Conselho de Investigação Médica de Nova York (1962-1972). Ela também foi membro do conselho de aterosclerose e da Associação Americana para o Avanço da Ciência, membro da Sociedade Americana de Química, membro do conselho de administração da Academia de ciências de Nova York (1974-1976), membro da Sociedade Harvey e da Sociedade Americana de químicos biológicos. Além disso, ela participou da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas negras, da Associação Nacional de Empresas de Mulheres e  Negros, e Phi Beta Kappa e Sigma Xi. Em 1988, Daly contribuiu para um fundo de bolsas estabelecido no Queens College para ajudar estudantes afroamericanos interessados ​​em ciência. Daly, que casou com Vincent Clark, em 1961, se aposentou em 1986.


Traduzido do Artículos del Portal Red de Salud de Cuba

sábado, 27 de setembro de 2014






Hedy Lamarr nasceu em 1914 em  Viena, Austria. Atriz de cinema e inventora austríaca.

Filha de um banqueiro e de uma pianista nasceu com o nome de Hedwig Eva Maria Kiesler. Recebeu uma sólida formação e desde criança se destacou por sua beleza e inteligência brilhante; Aos 16 anos iniciou seus estudos em engenharia, porém poucos anos depois os abandonou para ingressar a Escola de Arte dramática de Berlim. Estreou no teatro e logo se dedicou ao cinema. Trabalhou como atriz na Europa, até que fez o filme Ecstasy, em 1933, no qual apareceu nua em um lago, e depois do escândalo para época, se viu forçada a deixar de filmar.

Ela se casou aso 19 anos, por vontade de seus pais, com o fabricante de armas austríaco Friedrich Mandl (1900-1977), quem comprou todas as copias da película Ecstasy para destruir. Marido dominante e membro do partido nazista, a deixava trancada em sua casa e só saia junto com ele para assistir a reuniões sociais, com homens de Hitler e Mussolini. Nessas reuniões se falava em detalhes sobre a guerra, sobre tudo das armas, o que Hedy Lamarr aproveitou para copiar toda a informação; Enquanto isso, na solidão da sua casa, seguiu seus estudos em engenharia.

Depois de 4 anos de casamento, valente e decidida, escapou de seu marido, indo a Paris, Londres e finalmente a Hollywood, Estados Unidos; Sob a proteção de Louis Mayer dos estúdios MGM, recomeçou sua carreira de atriz de cinema, com um novo nome: Hedy Lamarr. Esteve debaixo das ordens dos diretores mais renomados da época e compartilhou elencos com os principais atores de Hollywood.

Em 1940 ela conheceu o músico e compositor George Antheil (1900-1959) em uma festa de Hollywood em 1940. George Antheil era compositor e escrevia na Esquire artigos sobre endocrinologia aplicada a sedução. Eles se encontram em um jantar. Hedy pergunta se poderia fazer algo para aumentar o tamanho de seus seios. Anedotas a parte, o encontro foi magnético.

Antheil era um musico que experimentava o controle autômato dos instrumentos musicais, como pode ser observado em Ballet Mécanique, uma mistura sonora de pianos, martelos e hélices de avião que provocaram um escândalo. Ele, através de um sistema de rádio controle foi capaz de fazer funcionar 8 pianos de vez.

Entre as festas para captar fundos para guerra e os filmes, Hedy e George idealizaram um sistema no qual os torpedos acionados igualmente por rádio controle, não dependiam de uma única frequência, mas sim saltavam continuamente entre 88 frequências, as quais faziam praticamente impossíveis de serem interceptadas pelos alemães. O invento foi patenteado por ambos em 1942. Contudo a Armada considerava excessivamente complicado de implementar e, as vezes o denegria dizendo que não passava de um mecanismo de piano. O invento, ficou na gaveta de patentes, esquecido.

Fragmento da patente de Hedy e George
Quinze anos depois, a eletrônica havia sofrido um grande avanço tecnológico graças ao desenvolvimento dos transistores, o que permitiu que a armada americana se interessasse pelo invento de Lamarr e Antheil, já que facilitava enormemente o seu funcionamento. Em 1957 foi utilizado em uma bóia radio controlada e em 1962 foi utilizada na crise dos misseis de Cuba, mas para fornecer informações de forma segura ter as embarcações que participavam do bloqueio naval. A partir dali, este sistema foi utilizado amplamente na guia de misseis, no desenvolvimento da tecnologia GPS e inclusive no funcionamento dos celulares, aparelhos wifi e bluethooth. Ambos não receberam nenhum dinheiro pela invenção a patente havia expirado.

Hedy Lamarr, paralelamente a tudo isto, se converteu em uma pessoa taciturna, que acabou abandonando sua carreira em 1958, depois de uma série de fracassos pessoais e profissionais. Obcecada com a beleza que estava indo embora, submeteu-se a cirurgias plásticas e terminou como uma caricatura do havia chegado a ser. Apesar disso, ela continuou inventando, como um comprimido que dissolvido em água proporcionava um refrigerante de cola e uma coleira de cachorro com propriedades fluorescentes.

A Eletronic Frontier Foundation deu um prêmio de pioneiro para Lamarr e, a titulo póstumo, George Antheil em uma cerimônia realizada em San Francisco em 1997. Mas ela não foi receber o prêmio devido a aparência, por isso o filho foi representa-la. Nesse mesmo ano, Lamarr e Antheil receberam o Bulbie Gnass Spirit of Achievement Award, assim como una distinção honorária concedida pelo projeto Milstar.

Um ano mais tarde, Hedy recebeu em Viena a medalha Viktor Kaplan, outorgada pela Associação Austríaca de Inventores e Titulares de Patentes.

Ela morreu na Flórida, nos EUA, em 2000. Suas cinzas foram espalhadas nos bosques de Viena, lugar onde nasceu.



Traduzido do Mujeres que Hacen la História e do El País Archivo




20:39 Mulheres na ciência





Hedy Lamarr nasceu em 1914 em  Viena, Austria. Atriz de cinema e inventora austríaca.

Filha de um banqueiro e de uma pianista nasceu com o nome de Hedwig Eva Maria Kiesler. Recebeu uma sólida formação e desde criança se destacou por sua beleza e inteligência brilhante; Aos 16 anos iniciou seus estudos em engenharia, porém poucos anos depois os abandonou para ingressar a Escola de Arte dramática de Berlim. Estreou no teatro e logo se dedicou ao cinema. Trabalhou como atriz na Europa, até que fez o filme Ecstasy, em 1933, no qual apareceu nua em um lago, e depois do escândalo para época, se viu forçada a deixar de filmar.

Ela se casou aso 19 anos, por vontade de seus pais, com o fabricante de armas austríaco Friedrich Mandl (1900-1977), quem comprou todas as copias da película Ecstasy para destruir. Marido dominante e membro do partido nazista, a deixava trancada em sua casa e só saia junto com ele para assistir a reuniões sociais, com homens de Hitler e Mussolini. Nessas reuniões se falava em detalhes sobre a guerra, sobre tudo das armas, o que Hedy Lamarr aproveitou para copiar toda a informação; Enquanto isso, na solidão da sua casa, seguiu seus estudos em engenharia.

Depois de 4 anos de casamento, valente e decidida, escapou de seu marido, indo a Paris, Londres e finalmente a Hollywood, Estados Unidos; Sob a proteção de Louis Mayer dos estúdios MGM, recomeçou sua carreira de atriz de cinema, com um novo nome: Hedy Lamarr. Esteve debaixo das ordens dos diretores mais renomados da época e compartilhou elencos com os principais atores de Hollywood.

Em 1940 ela conheceu o músico e compositor George Antheil (1900-1959) em uma festa de Hollywood em 1940. George Antheil era compositor e escrevia na Esquire artigos sobre endocrinologia aplicada a sedução. Eles se encontram em um jantar. Hedy pergunta se poderia fazer algo para aumentar o tamanho de seus seios. Anedotas a parte, o encontro foi magnético.

Antheil era um musico que experimentava o controle autômato dos instrumentos musicais, como pode ser observado em Ballet Mécanique, uma mistura sonora de pianos, martelos e hélices de avião que provocaram um escândalo. Ele, através de um sistema de rádio controle foi capaz de fazer funcionar 8 pianos de vez.

Entre as festas para captar fundos para guerra e os filmes, Hedy e George idealizaram um sistema no qual os torpedos acionados igualmente por rádio controle, não dependiam de uma única frequência, mas sim saltavam continuamente entre 88 frequências, as quais faziam praticamente impossíveis de serem interceptadas pelos alemães. O invento foi patenteado por ambos em 1942. Contudo a Armada considerava excessivamente complicado de implementar e, as vezes o denegria dizendo que não passava de um mecanismo de piano. O invento, ficou na gaveta de patentes, esquecido.

Fragmento da patente de Hedy e George
Quinze anos depois, a eletrônica havia sofrido um grande avanço tecnológico graças ao desenvolvimento dos transistores, o que permitiu que a armada americana se interessasse pelo invento de Lamarr e Antheil, já que facilitava enormemente o seu funcionamento. Em 1957 foi utilizado em uma bóia radio controlada e em 1962 foi utilizada na crise dos misseis de Cuba, mas para fornecer informações de forma segura ter as embarcações que participavam do bloqueio naval. A partir dali, este sistema foi utilizado amplamente na guia de misseis, no desenvolvimento da tecnologia GPS e inclusive no funcionamento dos celulares, aparelhos wifi e bluethooth. Ambos não receberam nenhum dinheiro pela invenção a patente havia expirado.

Hedy Lamarr, paralelamente a tudo isto, se converteu em uma pessoa taciturna, que acabou abandonando sua carreira em 1958, depois de uma série de fracassos pessoais e profissionais. Obcecada com a beleza que estava indo embora, submeteu-se a cirurgias plásticas e terminou como uma caricatura do havia chegado a ser. Apesar disso, ela continuou inventando, como um comprimido que dissolvido em água proporcionava um refrigerante de cola e uma coleira de cachorro com propriedades fluorescentes.

A Eletronic Frontier Foundation deu um prêmio de pioneiro para Lamarr e, a titulo póstumo, George Antheil em uma cerimônia realizada em San Francisco em 1997. Mas ela não foi receber o prêmio devido a aparência, por isso o filho foi representa-la. Nesse mesmo ano, Lamarr e Antheil receberam o Bulbie Gnass Spirit of Achievement Award, assim como una distinção honorária concedida pelo projeto Milstar.

Um ano mais tarde, Hedy recebeu em Viena a medalha Viktor Kaplan, outorgada pela Associação Austríaca de Inventores e Titulares de Patentes.

Ela morreu na Flórida, nos EUA, em 2000. Suas cinzas foram espalhadas nos bosques de Viena, lugar onde nasceu.



Traduzido do Mujeres que Hacen la História e do El País Archivo